Quase 1.000 suspeitos de participar de organização criminosa foram presos no Ceará em 2023
- Romas Sousa

- 15 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
Número representa aumento de 11,3% na comparação com 2022, conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS)

No ano passado, foram presos, em todo o Ceará, 992 suspeitos de praticar crimes previstos na Lei 12.850/2013, a Lei de Organizações Criminosas (LOC) — que define como infração “promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”.
Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS), e foram informados a pedido do O POVO nessa semana.
Foram 472 prisões em flagrante por crimes previstos na LOC e 520 por força de mandados de prisão. Somente em dezembro, foram 85 presos na LOC, sendo 40 em flagrante e 45 por mandado. Embora sejam maioria, as prisões elencadas não se referem apenas a integrantes de facções, mas a todos os tipos de organizações criminosas.
Somente a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), prendeu no primeiro semestre do ano passado, 104 suspeitos de envolvimento com organizações criminosas, sendo que 13 deles foram apontados como lideranças nesses grupos.
De acordo com os dados da Supesp, as prisões ocorridas no ano passado representam um aumento de 11,3% em comparação com 2022, quando 891 pessoas foram presas — 532 em flagrante e 359 através de mandado.
O número, porém, é mais baixo que o registrado em anos anteriores. Conforme dados repassados pela SSPDS através da Lei de Acesso à Informação (LAI), em 2018, por exemplo, apenas em prisões em flagrante, 1.017 pessoas foram capturadas por crimes da LOC.
Veja os dados completos na tabela abaixo — a SSPDS informou só ter registros de prisões na Lei 12.850/2013 a partir de 2018 e prisões por mandados a partir de 2022:





Comentários