Guilherme Rebate Luiziane: 'PT não é partido de coronéis' e pode participar quem se filiou 'ontem ou há 30
- Romas Sousa

- 2 de fev. de 2024
- 2 min de leitura
Dirigente do PT de Fortaleza acredita que maturidade dos cinco pré-candidatos favorecerá decisão por consenso

Presidente do PT em Fortaleza, o deputado estadual em exercício Guilherme Sampaio afirmou que a grande força da legenda reside no modo como conduz discussões e define posições. Segundo ele, de baixo para cima, isto é, ouvindo suas bases, sem que as principais questões estejam restritas ao crivo de pequeno grupo de lideranças. O parlamentar analisava o período pré-eleitoral agitado pelo qual o PT de Fortaleza passa, com cinco pré-candidaturas medindo forças.
Protagonizam a disputa no petismo o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Evandro Leitão, e a deputada federal Luizianne Lins. Também são pré-candidatos Artur Bruno, assessor especial de assuntos municipais da Casa Civil do Ceará, o próprio Guilherme Sampaio e a deputada estadual Larissa Gaspar.
"O PT não é um partido de coronéis, onde tem um lá em cima que manda e os outros obedecem. O PT é um partido formado de baixo para cima. Por isso todo mundo tem opinião, todo mundo tem direito de ter opinião, de falar, de ir e votar. Quem entrou ontem e quem entrou há 30 anos, como a gente está vendo nessas eleições. Esse é o espírito que eu espero zelar como presidente do PT ao longo desse processo", afirmou Sampaio ao O POVO.
A deputada federal Luizianne Lins tem feito seguidas manifestações conforme as quais existem dois tipos de petista. O primeiro tipo seria o dos orgânicos, cuja filiação partidária foi afirmada mesmo em tempos adversos, como na deposição da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, ou na prisão do hoje presidente Lula, em 2018.
O outro setor, conforme argumento de Luizianne seria formado por petistas de ocasião, cuja adesão a Lula e ao PT ocorre em período conveniente: quando o partido detém os governos do País e do Ceará. Questionado sobre supostos desconfortos que a ex-prefeita de Fortaleza teria manifestado em relação ao PT, Guilheme ressalvou que declarações de insatisfação foram dirigidas unicamente a "quadros do partido".
"Veja, eu conversei várias vezes com a deputada Luizianne ao longo dos últimos dias, no final do ano passado, nesse ano. Em nenhum momento a deputada Luizianne me disse que se sentia injustiçada pelo partido. Óbvio que ela tem as suas posições em relação a alguns quadros dentro do partido", separou Guilherme.
Guilherme acredita que, embora o ambiente seja de fervura, a maturidade dos envolvidos será preponderante, de modo que o PT defina sua pré-candidatura por meio de consenso.
"Acho que nosso desafio agora é esse. Juntos, formarmos uma compreensão mais lapidada da conjuntura política dessas eleições. Quem são os nossos adversários? O que está em jogo? Como está a base aliada do governo Elmano na discussão em Fortaleza? Quais são os nossos perfis, sem considerar as nossas aspirações pessoais que são legítimas? Nessas circunstâncias, qual seria a melhor estratégia? Se a gente tiver generosidade, escuta e capacidade de diálogo, não tenho dúvida de que um consenso é possível", afirmou o dirigente partidário.





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