Bolsonaro acusa chapa Lula-Alckmin de usar 'gabinete do ódio' nas eleições de 2022
- Romas Sousa

- 4 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
A Polícia Federal investiga se Bolsonaro e seus aliados utilizaram a estrutura da Presidência para criar e difundir ataques direcionados a outros Poderes e entidades

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acusou a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckimin (PSB) de fazer uso de um "gabinete do ódio" para vencer as eleições presidenciais de 2022. O termo é associado ao ex-presidente e aliados bolsonaristas, alguns são alvos de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga o grupo ao qual é atribuída a confecção de conteúdos falsos e difamatórios.
Nas redes sociais, ele divulga dois vídeos e aponta o que existe nos conteúdos, como uma suposta ligação com o presidente e perfis de fofoca como Choquei, alvo de inquérito policial após morte de jovem. Deputados bolsonaristas começaram a fazer uma campanha para que as pessoas deixem de seguir a página por entenderem que o perfil realizava postagens favoráveis a Lula e criticava demasiadamente Bolsonaro.
"Nos vídeos de 8min e 10 seg (A Bomba) e de 10 min fortes elementos de abuso de poder econômico e disparos em massa (o verdadeiro 'Gabinete do Ódio') praticados pela chapa vitoriosa das eleições de 2022", diz a publicação.
O ex-presidente referece a si mesmo pelo nome em outra parte do texto e volta a acusar a chapa eleita, afirmando haver "provas robustas e contundentes" contra o presidente e o vice."Tudo o que o PT sempre acusou Jair Bolsonaro, nos vídeos, vê-se exatamente o contrário (... acuse-os do que você faz...).Com denúncias frágeis (o próprio presidente do PDT, autor da denúncia, sempre duvidou do atual processo eleitoral) tornaram Bolsonaro inelegível. Agora, s.m.j., aí estão provas robustas e contundentes contra a chapa Lula/Alckmin.
"Gabinete do ódio" foi delatado por Mauro Cid
A Polícia Federal investiga se Bolsonaro e seus aliados utilizaram a estrutura da Presidência para criar e difundir ataques direcionados a outros Poderes e entidades. O ex-ajudante de ordens, o coronel Mauro Cid, citou, em delação premiada, José Matheus Sales Gomes, Mateus Matos Diniz e Tércio Arnaud Tomaz, três assessores do ex-presidente, como integrantes do "gabinete do ódio".
O ex-ajudante de ordens da Presidência forneceu detalhes de como funcionava a operação do grupo. De acordo com o depoimento obtido pela GloboNews, Cid afirmou que Bolsonaro era o responsável por postar no próprio perfil no Facebook, enquanto o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e os três assessores cuidavam do Twitter, do Instagram e de outras redes sociais do ex-chefe do Executivo.
O ex-presidente era responsável por difundir os conteúdos, que eram feitos para inflamar apoiadores, segundo Mauro Cid.





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