Investigação sobre morte de PC Siqueira será retomada
- Romas Sousa

- há 2 horas
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Influenciador foi encontrado morto no próprio apartamento em dezembro de 2023.

A Justiça de São Paulo determinou a retomada da investigação sobre a morte do influenciador Paulo Cezar Goulart Siqueira, mais conhecido como PC Siqueira, dois anos após o ocorrido.
O pedido foi feito pelo Ministério Público, que não concordou com a conclusão do inquérito policial que apontou a causa da morte como suicídio.
Com a decisão, devem ser conduzidas perícias complementares, uma nova reconstituição do caso no local em que ele morava, além de oitiva de testemunhas com as quais ele teve contato horas antes da morte.
Antes da determinação, a Promotoria questionou laudos periciais e depoimentos que chegaram à hipótese de suicídio. Serão apuradas, então, outras linhas como eventual instigação ao suicídio ou homicídio.
A reconstituição da morte deve ocorrer já na manhã desta terça-feira (20). As equipes devem conduzi-la no apartamento de PC, localizado na rua Baronesa de Bela Vista, no Campo Belo, Zona Sul da capital paulista.
Morte de PC Siqueira
PC Siqueira faleceu no dia 27 de dezembro de 2023, na própria casa, aos 37 anos. Na época, a Polícia Técnico-Científica apontou que ele se matou na frente da ex-namorada, que alega ter tentado salvá-lo.
O Instituto de Criminalística (IC) aponta que os indícios são de suicídio, com laudo do Instituto Médico Legal (IML) demonstrando que a morte ocorreu por "asfixia mecânica por enforcamento". Traços de cocaína e medicamentos foram encontrados na perícia, mas não teriam causado a morte.
Segundo o Ministério Público, no entanto, há dúvidas e contradições em laudos e depoimentos.
A ex-namorada, a vizinha de PC e o síndico do prédio foram intimados a colaborar com a perícia. A primeira, entretanto, está no Rio de Janeiro e está amamentando um bebê de três meses, o que implica que ela não deve participar da reconstituição no primeiro momento.
O advogado da família de PC Siqueira afirmou, em entrevista ao portal g1, que a hipótese de suicídio "é contestável". "Ela pode ter acontecido, sim, mas também pode ter sido outra coisa", relatou Caio Muniz.
Advogados apontam ainda que objetos, circunstâncias e elementos que não foram examinados devem ser revistos para analisar os laudos iniciais.





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