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PT aprova manutenção da aliança com a base do prefeito Ivo Gomes em Sobral

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 13 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura

Houve divergências no Município entre Ivo e a vice-prefeita, que é petista. Mas o esforço da base do governador Elmano de Freitas é para garantir as alianças nos municípios que são fundamentais a cada aliado, independentemente de divergências pelo Estado

O diretório municipal do PT em Sobral, a 234 quilômetros de Fortaleza, aprovou nessa sexta-feira, 12, a manutenção da aliança que dá sustentação ao prefeito Ivo Gomes (PSB) no Município.


"Diretório do PT Sobral aprovou por unanimidade ontem à noite manutenção da aliança com PSB e demais partidos que compõem a base do governo Ivo", informou o ex-prefeito Clodoveu Arruda (PT), o Veveu.


A atual vice-prefeita, Christianne Coelho, é do PT, mas houve atritos entre ela e Ivo. Pessoas ligadas a ela foram exoneradas da gestão em março.


São cotados para concorrer à Prefeitura de Sobral David Duarte, chefe de gabinete de Ivo, e a ex-governadora Izolda Cela, ambos do PSB.


Pela oposição, deverá concorrer o deputado estadual e empresário do ramo da educação Oscar Rodrigues (União Brasil). Ele é pai do deputado federal Moses Rodrigues (União Brasil). Oscar já foi candidato a prefeito em 2020, quando o prefeito Ivo foi reeleito com 59,23% dos votos.


A relevância de Sobral

Sobral é o berço político dos irmãos Ivo, Cid, Ciro, Lia e Lúcio Gomes. É a principal cidade da zona Norte do Ceará.


O grupo político familiar se rompeu em 2022. Apesar disso, Ciro sinalizou que não levará a disputa para o berço político.


"Eu não vou contra meus irmãos. Eles podem vir contra mim, mas eu não vou contra eles em nenhuma hipótese", afirmou o ex-ministro de Itamar Franco e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O rompimento, em 2022, encerrou uma aliança que se originou em Sobral, em 1996, ano em que Cid, no PSDB, foi eleito prefeito do município com Edilson Aragão, do PT, na vice.


O entendimento entre os irmãos Ferreira Gomes e o PT ganharia dimensão estadual em 2006, com a candidatura de Cid a governador do Ceará pelo PSB, com o Professor Pinheiro, do PT, como candidato a vice-governador.


PSB e PT entraram no Palácio da Abolição após derrotarem o então governador Lúcio Alcântara. Era a segunda experiência de um Ferreira Gomes à frente do Executivo estadual, pois Ciro já havia sido eleito para o mesmo cargo em 1990.


Os partidos que acomodaram os irmãos, de 2005 a 2022, sempre tiveram no PT o principal aliado de extensas coalizões. As aspirações nacionais do projeto político de Ciro Gomes o colocam desde 2018 em rota de colisão com o PT, legenda contra a qual move críticas de natureza política, econômica e moral.


O encarregado de construir e manter a estabilidade política no condomínio de aliados, então, sempre foi Cid, ao passo que Ciro olhava para o Brasil, ainda que a partir do Ceará. A tarefa de Cid passava também por amortecer as repercussões locais da atuação de Ciro. Ou mesmo sua interferência direta na política local.


Em 2022, Ciro foi o principal fiador da candidatura de Roberto Cláudio a governador, motivo pelo qual Cid Gomes se ausentou das conversas preparatórias que sempre liderou. Ele preferia Izolda Cela, então governadora do Ceará, como candidata à reeleição. Era também a preferência do PT de Camilo Santana (PT).

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