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Paquetá vai pagar rescisões de demitidos no Ceará após processo no MPT

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 4 de jan. de 2024
  • 2 min de leitura

Empresa se posiciona pela primeira vez ao ser denunciada por funcionários demitidos no Estado

A Paquetá Calçados anunciou que os funcionários cearenses demitidos de sua operação em Pentecoste devem receber os valores devidos após tratativas da empresa com o Ministério Público do Trabalho (MPT) avançarem.


A confirmação foi dada ao O POVO em primeira mão. O movimento da empresa ocorre após funcionários demitidos denunciarem não ter recebido os valores devidos de rescisão.


Um encontro entre a empresa e os funcionários foi marcado para o último dia 20 de dezembro para que todos assinassem suas rescisões contratuais.


No entanto, de acordo com funcionários, na ocasião eles foram informados dos valores que teriam direito de receber, mas não receberam o montante e ainda denunciam que a empresa cobrou assinatura de documentos em que constava que o dinheiro havia sido pago.


Conforme O POVO apurou, parte dos funcionários assinou o documento mesmo sem ter recebido os valores. A empresa também não teria passado aos funcionários demitidos a chave de acesso ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).


A Paquetá está deixando o Ceará e demitindo mais de 3 mil funcionários de suas fábricas em seis cidades.


Ao O POVO, a empresa gaúcha afirma que, além do retorno sobre as rescisões, deve terminar de entregar a chave de acesso ao FGTS nesta semana.


"As tratativas com relação ao pagamento das rescisões está sendo feito diretamente com o Ministério Publico e o término da entrega das chaves da conectividade vai ocorrer na próxima semana", diz a empresa.


O POVO procurou o MPT para se manifestar sobre o caso. De acordo com a entidade, houve uma audiência virtual com a empresa no último dia 14 de dezembro em que a Paquetá precisou explicar sobre a forma como funcionários foram demitidos no primeiro semestre de 2023.


Segundo a ata da audiência virtual, esteve presente representando a Paquetá o diretor da companhia, Rafael Ferreira de França, além de representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados, Bolsas e Luvas (Sindicato dos Sapateiros).


Ao MPT, tanto empresa quanto Sindicato dos Sapateiros se colocam à disposição para iniciar negociações para sanear passivos existentes a partir de mesa de negociações.


A empresa tem até fevereiro para explicar sobre demissões ocorridas no 1º semestre de 2023, apresentando provas que certifiquem que as demissões foram legais.


Ainda de acordo com o MPT, nenhuma nova denúncia relacionada à Paquetá chegou a ser formalizada.

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