Médico é investigado por violação sexual contra pacientes durante atendimentos no Cariri
- Romas Sousa

- 4 de dez. de 2021
- 2 min de leitura
Segundo as vítimas, o acupunturista teria passado a língua no seio de uma das denunciantes e dado um tapa na nádega de outra durante as sessões. O advogado do profissional de saúde nega as acusações

Um médico identificado como Cícero Valdizébio Pereira Agra foi denunciadopor praticar violação sexual contra pacientes durante atendimentos realizados no Crato e em Juazeiro do Norte, na Região do Cariri, interior do Ceará, onde atua como acupunturista. A Polícia Civil informou ter concluído as investigações e remetido o inquérito para a Justiça. O advogado de Cícero Agra afirma que as denúncias são falsas.
Ao Diário do Nordeste, o advogado Aécio Mota, que representa a defesa de duas denunciantes, afirmou que os crimes aconteceram em janeiro e maio deste ano. Nas ocasiões, o acupunturista teria passado a língua no seio de uma delas e dado um tapa na nádega de outra.
Em janeiro, uma estudante de 22 anos foi à clínica particular do profissional de saúde – único conveniado pela Unimed na Região do Cariri –, em Juazeiro do Norte, fazer uma sessão de acupuntura. Ela era paciente dele desde criança.
De acordo com o advogado da jovem, que tem eplepsia e paralesia cerebral, o médico passou a língua no seio dela, que o empurrou. Depois, ele saiu do consultório e voltou "como se nada tivesse acontecido e continuou o procedimento".
Ela ficou em choque e não falou nada para ninguém. A mãe dela estava na sala, mas não viu porque há uma divisória entre uma maca e outra"
AÉCIO MOTA
Advogado das denunciantesNa saída da clínica particular, a estudante contou a situação para a funcionária do local. A mulher, segundo o advogado Aécio Mota, falou que outras pacientes também relataram ter passado por situações semelhantes em sessões realizadas pelo médico.
DENÚNCIAS
Em setembro, acrescenta o advogado, a jovem registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) sobre o caso e fez uma denúncia no Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec). "Ela teve vergonha, constrangimento [de denúnciar]".
A funcionária, complementa o advogado, foi chamada para prestar depoimento e apresentou conversas no aplicativo de mensagens WhatsApp com outras pacientes relatando o mesmo caso.
"Quatro ou cinco vitimas disponibilizaram as provas. Por causa disso, a funcionária foi demitida, e a Polícia Civil passou a ouvir vítima por vítima", relata Mota.
OUTRO CASO
Uma professora de 40 anos também contou ter sido vítima do mesmo caso, em maio deste ano, na clínica particular onde o médico atendia, no Crato. O B.O foi registrado em junho.
Segundo o representante jurídico das vítimas, o procedimento realizado foi igual ao da jovem de 22 anos: o médico teria perguntado se a mulher tinha namorado e como estava a vida sexual dela. "Isso já constrange a vítima, conforme elas. São perguntas da vida pessoal", afirma.





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