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MPCE entra no STF para atuar com o Estado do Ceará em ação sobre disputa territorial contra o Piauí

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 11 de ago. de 2023
  • 1 min de leitura

A condição de amicus curiae permite que a parte incluída na ação colabore com o melhor esclarecimento do Direito no caso concreto.

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) requereu nesta quarta-feira (09), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), inclusão da instituição como amicus curiae (amigo da corte) na ação movida pelo Estado do Piauí sobre disputa territorial com o Ceará. O pedido de admissão foi ajuizado pelo procurador-geral de Justiça, Manuel Pinheiro, como forma de atuar com o Estado do Ceará na ação e defender os interesses locais no litígio entre os dois estados.


A condição de amicus curiae permite que a parte incluída na ação colabore com o melhor esclarecimento do Direito no caso concreto.


No caso da ACO 1831, a matéria controvertida é a reconfiguração das atuais divisas entre os estados do Ceará e do Piauí, tema que possui evidente relevância e repercussão social, uma vez que afeta diretamente a população de 13 municípios cearenses e oito piauienses.


A matéria não envolve somente a extensão territorial dos dois estados e a demarcação de seus limites, mas também contornos subjetivos, aspectos históricos, culturais, econômicos, sociais e de identidade da população.


Nesse contexto, a admissão do “Ministério Público do Estado do Ceará na condição de amicus curiae representa importante contribuição para o deslinde da causa, uma vez que esta Instituição atua na defesa dos direitos e interesses da comunidade afetada, conhecendo sua realidade e necessidades, sendo capaz de colaborar efetivamente para o debate”. As circunstâncias preenchem, portanto, os requisitos necessários para o acolhimento do pedido, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.

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