Monopólio do ‘jogo do bicho’: facção passa a cobrar R$ 200 por uso de máquina para aposta
- Manchete Cariri

- 26 de nov. de 2021
- 2 min de leitura
Um novo comunicado divulgado por integrantes de facção de origem carioca revela que o motivo da cobrança é a crise financeira enfrentada pelo grupo

A parceria entre membros de facções criminosas e empresários do jogo do bicho avança no Ceará. Criminosos encontraram nessas loterias fonte de renda para recapitalizar o tráfico de drogas, readquirir armamento de grosso calibre apreendido em operações policiais, como a realizada na última sexta-feira em Fortaleza e outras 50 cidades do Estado, com 800 mandados judiciais.
No início deste mês de novembro, o Diário do Nordeste noticiou esquema milionário envolvendo ambos os lados. A prática continua e alcança ainda mais populares. A reportagem apurou que nos últimos dias criminosos passaram a cobrar diretamente dos terceirizados, daqueles que operam nas ruas com máquinas de apostas, cerca de R$ 200 para não tomarem o equipamento.
Um novo comunicado divulgado por integrantes de facção de origem carioca revela que o motivo da cobrança é porque: "o nosso estado está em guerra e infelizmente a caixinha não está tão forte", se referindo à descapitalização do bando.
DISPUTA POR PODER
Uma fonte da inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) conta que com as últimas 180 prisões de integrantes da organização carioca, o grupo precisou repensar em como financiar a si mesmo.
Nos avisos distribuídos nas redes sociais os criminosos ainda incitam o crime dizendo que é preciso "busca de recurso para nós começar a avançar nesta guerra" (sic) e alertando que a "a missão é breca as banca que não fecha com nós" (sic).
"As finanças deles ficaram mexidas e agora estão apelando para tudo. Estão novamente tentando o jogo do bicho. Foi muita gente presa neste meio, muitos intermediários. Devido à essas prisões dos líderes, eles têm medo de outra facção expandir no terreno deles e asfixiar a bocada de fumo que tinham conquistado", destaca a fonte, que terá identidade preservada.
Nessa quarta-feira (24), diversas máquinas foram recolhidas na Capital. A reportagem teve acesso a um áudio no qual um homem explica que só em um dia foram recolhidas quatro máquinas por uma mulher, não identificada.
"A menina que veio pegar é quem comanda aqui a rua. Depois vieram aqui e disseram que ela ganha R$ 200 por máquina que recolher. A ordem recebida foi essa daí e por isso que ela levou", narrou o popular.





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