Custo dos materiais escolares sobe até 9% em 2024
- Romas Sousa

- 8 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
Os principais componentes que impactaram os preços foram os aumentos de custos de papel, de embalagens e de alguns produtos importados

Com início de 2024, muitos pais e responsáveis se planejam para a volta às aulas, pesquisando preços de materiais escolares para os seus filhos.
Contudo, é necessário estar em alerta, visto que a previsão do setor é que os produtos da lista fiquem entre 7% e 9% mais caros para este ano letivo, segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares.
Os principais componentes que impactaram os preços foram os aumentos de custos de papel, de embalagens e de alguns produtos importados. Isso sem contar a grande variação de preços registrada entre itens de uma loja para a outra.
De acordo com a educadora financeira, Aline Soaper, para conseguir driblar a alta de preços nos itens e nas tarifas escolares, o ideal é que a família tenha se programado ao longo de 2023 para esse gasto de início de ano.
"Se a família não se preparou para as compras escolares esse será um momento importante para fazer ajustes e, assim, não comprometer o orçamento familiar. O ideal é avaliar os gastos que podem ser cortados e as reservas que podem ser utilizadas", explica.
Além disso, ela afirma que é importante avaliar as as necessidades do aluno e da família. "Se a fase é de aperto no orçamento, o melhor é abrir mão de produtos com marcas licenciadas e personagens, dando assim preferência aos materiais mais simples."
Isso porque, segundo a própria, a diferença entre um material com personagens licenciados e outro que não tenha esse tipo de referência, por exemplo, pode chegar a 100% do valor. Assim, deve-se atentar também para os materiais obrigatórios.
Outra dica que a educadora financeira fornece é que os pais façam um reaproveitamento dos itens escolares utilizados no ano anterior.
"Sobras de cadernos, folhas, canetas, lápis de cor e tintas, bem como outros materiais devem ser reaproveitados, diminuindo assim a lista de itens e dando fôlego ao orçamento das famílias, que poderão adiar em alguns meses essa compra", diz a educadora financeira.
Fora essas questões, Aline Soaper também enfatiza a importância de se ter um planejamento prévio, para pesquisar os preços, além de tentar fazer compras em conjunto com outros pais, pois pode haver uma variação no valor de atacado.
Já Ana Oliveira, administradora da papelaria PaperMall, destaca que os consumidores devem tentar negociar os preços, além de comparar os custos das lojas físicas e digitais.
Outro ponto que ela entende que é necessário avaliar é se o material é adequado para a idade do estudante.
"Uma criança da pré-escola não pode ter um giz de cera muito fininho, porque a criança ainda não tem muita coordenação motora e pode quebrar o giz. Nesse caso, vale mais a pena pesquisar as características do produto e do uso associado a idade da criança e comprar um giz de cera mais caro, porém mais grosso, e que vai durar mais tempo."





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