Ceará teve 11 operações contra abuso sexual infantil na Internet e 9 presos em 2023
- Romas Sousa

- 8 de ago. de 2023
- 2 min de leitura
Foram 32 mandados de busca e prisão nos anos de 2022 e 2023. Para o chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, as operações são sempre a "ponta do iceberg" para um contexto maior de crimes

A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), em Fortaleza, é uma das que mais atua com operações da Polícia Federal (PF) no combate ao abuso sexual infantil na Internet no País, conforme o delegado titular Victor Mesquita. No Estado, no ano de 2022, foram 13 operações com cinco presos, conforme a PF. Já em 2023, nos primeiros sete meses, foram 11 operações com nove pessoas presas.
Entre as operações do ano passado estão a Escudo de Ouro 2, a Betume, Taciturno, Santos Pecados, TEPT, Vigiai, Guardiões da Infância, Arraial dos Horrores, Voraz, Quebrando Pontes, Voraz 2, Avassalador e Psique Sombria. A última envolvia um psicólogo que divulgava imagens de crianças e adolescentes e possuía fóruns para ensinar outras pessoas a aliciar mães, com filhos e filhas pequenos, a repassarem imagens de abusos sexuais das próprias crianças.
A partir da prisão desse psicólogo, a Polícia Federal chegou até as mães. A operação Anêmona, que aconteceu em julho deste ano, prendeu seis mulheres e cumpriu seis mandados de busca e apreensão. As mulheres eram aliciadas pelo psicólogo para praticarem estupro contra as crianças.
Foram 32 mandados de busca e prisão nos anos de 2022 e 2023. As operações, como a Santos Pecados, por exemplo, teve cumprimento de mandado de busca e apreensão em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, contra um suspeito de compartilhar arquivos de abuso sexual. A operação Guardiões da Infância, a nível nacional, possuía mais de 100 mandados de prisão, sendo que três foram cumpridos no Ceará.
Crimes estão nas redes sociais comuns do dia-a-dia
Titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Victor Mesquita, em entrevista ao O POVO, destaca que o perfil desses casos é sempre de criminosos do sexo masculino e de idades variadas.
O chefe da delegacia explica que o abuso sexual na Internet não se restringe à dark web, mas muitas vezes nas redes sociais comuns que usamos no dia-a-dia. Ele aponta grupos de Telegram, WhatsApp, Instagram, entre outros. No caso da operação Anêmona há uma exceção. Conforme o delegado, chefe da DRCC, foi a primeira operação com alvo mulheres, especificamente mães.





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