Teste PCR pode danificar cérebro e causar demência?
- Romas Sousa

- 2 de dez. de 2021
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Exame para detectar material genético do coronavírus no organismo quebraria a barreira hematoencefálica

Um aviso de que o teste RT-PCR, para detecção do coronavírus no corpo, causaria Alzheimer e demência circula nas redes sociais. A haste flexível introduzida pelo nariz para coleta da mucosa danificaria a "barreira hematoencefálica" e poderia provocar danos cerebrais.
O teste RT-PCR é, basicamente, a introdução pelas narinas ou garganta de uma longa haste com algodão numa das pontas, com o objetivo de se alcançar as áreas de mucosa em que o vírus costuma ficar alojado. Algumas pessoas relatam incômodo ao fazer a testagem, pois a haste atinge uma parte profunda do canal nasal.
Mas, segundo Feres Chaddad, professor de Neurocirurgia da UNIFESP, a haste não atinge uma área do corpo que possa ser dafinicada pelo contato. Ou mesmo qualquer parte do cérebro. A cavidade do nariz é separada do cérebro por uma estrutura óssea e o objeto não consegue perfurar um osso humano.
Em relação à citada barreira hematoencefálica, trata-se de uma barreira celular natural (microscópica) que envolve os capilares no sistema nervoso central e serve para dificultar a passagem de substâncias do sangue para este sistema. Isso dificulta a entrada natural de substâncias químicas no cérebro.
Segundo Chaddad, a forma como o teste PCR é feito não permite que essa barreira seja danificada. E, por isso, não há possibilidade do teste provocar as doenças citadas na publicação, como Alzheimer e demência."Na maioria das vezes, não tem relação com essas doenças, porque a sua integridade é rompida apenas em doenças cerebrais muito graves", completa o especialista.





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