Mesmo estando certo em suas reclamações, o Abel tem que se acostumar
- Anderson Oliveira
- 21 de out. de 2021
- 2 min de leitura

Não há ninguém que diga que Abel Ferreira esteja errado ao reclamar do calendário feito pela CBF para o Campeonato Brasileiro. Mesmo os que criticam sempre o português admitem que o futebol no país precisa de muita melhora para não punir os melhores times que têm os melhores jogadores.
Ontem (20), depois de vencer o Ceará, o comandante voltou a dizer que não entende o motivo de continuar a perder seus melhores jogadores na Data Fifa. Isso deve acontecer novamente em novembro, ainda que a seleção brasileira sinalize em não convocar os atletas que atuam por aqui, há os desfalques dos estrangeiros. Ele está coberto de razão.
A questão é que não há nenhuma perspectiva para mudar isso. A discussão sobre o calendário existe há décadas e nunca leva a nenhum resultado. Recentemente, os estaduais foram reduzidos, mas nada que impactasse de verdade na temporada do Brasil. A CBF chegou a prometer que não haveria mais partidas da Série A na Data Fifa, mas isso também não foi cumprido.
Enquanto técnicos e torcedores reclamam insistentemente disso, clubes e CBF nada fazem. Na verdade, um tenta empurrar para o outro a responsabilidade de melhorar o produto que eles mesmos são donos. Os times dizem que ficam de mãos atadas e não conseguem participar da organização da tabela. E no primeiro movimento que fazem ao se unir para criar uma Liga não conseguem manter a unidade. A entidade faz reuniões, promete mudanças e continua apoiando (às vezes secretamente) as federações a continuarem com seus estaduais cada vez mais inchados e menos atrativos.
Quando a entidade tenta fazer algo para mudar o futebol, como na regra para evitar a troca excessiva de técnicos, deixa uma brecha no regulamento que todos os clubes fazem questão de usar e mostrar para todo mundo que nem sempre o pensamento de todos está no sentido de melhorar o seu principal campeonato. É o comum acordo do futebol brasileiro.
Abel Ferreira, você tem razão, mas é bom se acostumar que esse é o jeitinho que o futebol é comandado por aqui.





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