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Inflação da cesta básica na Grande Fortaleza é a maior do Brasil

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 7 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Segundo o Dieese, o salário mínimo no Brasil necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido, em abril, de R$ 6.912,69

Em abril, a inflação de 7,76% da cesta básica em Fortaleza e Região Metropolitana (RM) representou o maior índice do Brasil para o período. 


Isso porque, do conjunto de 12 produtos pesquisados, sete apresentaram alta de preços. Assim o trabalhador fortalezense teve de desembolsar R$ 714,68 para comprar tudo.


Na análise do custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), o contribuinte teve de comprometer 54,72% do seu salário para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.


Mas se o olhar for para uma família padrão, de dois adultos e duas crianças, o gasto para todos ficou em R$ 2.144,04.


Em tempo trabalhando, para adquirir a cesta básica foram necessárias 111h e 21 minutos em abril, tomando como base o salário mínimo vigente no País de R$ 1.412, o que corresponde a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas. 


Os maiores pesos para encarecer os valores foram o tomate (44,39%), a banana (10,51%) e o café (5,41%).


Já dentre os produtos que registraram reduções estão o feijão (-2,88%), o leite (-1,77%) e a manteiga (-1,58%).


Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 7 de maio, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).


Cesta básica semestral e anual em Fortaleza

Já a cesta básica na avaliação semestral teve inflação de 10,13% e a anual, de janeiro até abril, ficou em 6,70%.


Em suma, a alimentação básica em abril de 2024 (R$ 714,68) está mais cara do que em outubro de 2023 (R$ 648,93) e mais cara do que em abril de 2023 (R$ 669,79).


No semestre, o único item que sofreu redução no preço foi o leite (-1,77%). E elevação foi registrada em dez alimentos, com destaque para o tomate (29,69%), a banana (24,30%) e o feijão (24,05%).


Na série de 12 meses, as maiores reduções foram o feijão (-16,90%), o óleo (-15,93%) e a farinha (-11,52%).


Os itens que apresentaram as maiores inflações foram a banana (34,12%), o tomate (33,26%) e o arroz (23,92%).

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