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Filhas de Belchior planejam gravar músicas inéditas do pai junto com Fagner

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 27 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

Artistas querem cantar as músicas inéditas, junto com filhas do cantor



Belchior morreu em 2017, mas segue trazendo novidades para a cultura brasileira. Após um jornalista e pesquisador descobrir sete canções inéditas do cantor ainda durante o regime militar, artistas do país inteiro estão interessados em gravar as obras encontradas e trazem muitas expectativas aos fãs do cantor.


Tanto Vannick, filha de Belchior, quanto Fagner afirmam desejar gravar as músicas, que foram descobertas por Vieira após uma vasta pesquisa no acervo digitalizado do Arquivo Nacional.


Vannick Belchior que se lançou como cantora neste ano, se mostra animada e diz que irá gravar em breve as músicas escritas por seu pai, ao lado de Tarcísio Sardinha, que era amigo íntimo de Belchior.


A jovem cantora diz que está sempre preparada para receber novidades quando o assunto é Belchior, seu pai. Ela disse ainda que não se surpreende se aparecer mais obras do pai, pois é uma grandiosidade a infinidade de suas obras, que também era artista plástico.


"Sou a filha mais nova, fui a que viveu menos tempo ao lado dele. Então, mergulhar nesse projeto está sendo quase uma reparação afetiva entre pai e filha", afirma.


Vannick, porém, não sabe quando iniciará a imersão nas obras inéditas. Ela conta que ficou sabendo do acontecimento graças a uma publicação no Instagram e, em seguida, procurou Vieira para conversar.


Músicas


Entre as canções encontradas por Vieira –"Fim do Mundo", "Baião de Dois Vinte e Dois", "Alazão", "Adivinha'', "Outras Constelações", "Bip... Bip..." e "Posto em Sossego"–, algumas são compostas em parceria com Fausto Nilo e Fagner, com quem Belchior teve uma relação marcada por forte amizade e brigas intensas.


Agora, quatro anos após a morte do cearense, Fagner quer gravar um disco das nove músicas compostas ao lado do amigo, incluindo as inéditas "Alazão" e "Posto em Sossego", e "outras composições emblemáticas do Belchior".


"A ideia, claro, é priorizar essas inéditas, que assim que bati o olho lembrei das melodias", diz Fagner. "Mas quero também seguir com o plano de cantar outras, trazer as canções do passado para o presente. É uma maneira de mostrar o que realmente aconteceu entre eu e o Belchior, que foi a arte."


O músico afirma que ele e o amigo sempre tiveram uma relação muito estreita e, que apesar de receber críticas de fãs do Belchior em razão das brigas que ambos tiveram, ele sempre manteve uma enorme admiração pelo artista.


O novo álbum de Fagner virá em breve, segundo ele, após a produção de um disco com Elba Ramalho e de um show com o maestro João Carlos Martins.

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