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Clubes de leitura crescem no Cariri e promovem espaços de encontro e convivência

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 19 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Iniciativas literárias no Cariri fortalecem vínculos sociais e mostram como a leitura coletiva pode gerar acolhimento e identidade.

No Cariri, iniciativas de leitura têm surgido como resistência — e como reencontro. Os clubes de leitura têm ganhado espaço e significado. São encontros que vão além das páginas: trazem escuta, acolhimento e transformação.


Em Juazeiro do Norte, duas professoras decidiram transformar as dificuldades da pandemia em oportunidade. Criaram um clube de leitura que começou online e, quatro anos depois, segue firme no formato presencial. O grupo reúne mulheres entre 35 e 60 anos, uma vez por mês, para debater autores e temáticas diversas.


"A gente não segue uma linha somente de autores nacionais ou internacionais. Procuramos trabalhar temáticas. Como nesse mês nosso trabalho é a partir da literatura de cura, que é uma literatura asiática. Às vezes a gente trabalha um clássico, uma literatura contemporânea, mas com temáticas diversificadas para que elas possam sair das suas zonas de conforto", explica uma das idealizadoras, Dalva Alencar.


O clube tem dois grupos, cada um com quase 20 participantes, entre professoras, fisioterapeutas, advogadas e psicólogas.


"É uma reunião de mulheres incríveis que se encontram todos os sábados na perspectiva de preencher esses dias com algo que vai além do conteúdo, com vínculos afetivos. É uma experiência que começou a partir de um sonho, mas que hoje consiste na reunião dessas mulheres, e é muito especial para a gente", conta a professora Mônica Nóbrega, também idealizadora do clube.


Um dos diferenciais do clube é a assinatura mensal. As participantes recebem uma caixinha surpresa com um livro, uma carta sobre a escolha e pequenos mimos — como marcadores de página e cards colecionáveis. O momento de abrir a caixa é quase ritualístico, cheio de expectativa e carinho.


A escritora e professora Soderlânia Oliveira é uma das participantes. Para ela, ler é mais do que hábito — é cura. “Ler me cura, é afeto, é tudo. Eu conheço novos mundos, novos lugares. Sou autora de livros infantis e sempre abordo a educação inclusiva. A leitura ensina desde cedo a importância de conviver com as diferenças”, conta.

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