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CCBNB vai continuar em Juazeiro e no mesmo endereço

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 10 de jan. de 2023
  • 2 min de leitura

Para alívio de profissionais e apreciadores da arte, reforma do prédio acaba com ideia de venda e elimina risco de transferência ou mesmo de extinção do complexo cultural

Para alívio de profissionais e apreciadores da arte, o imóvel passará por reforma, o que elimina o risco de transferência do complexo cultural para outro lugar ou mesmo a possibilidade de extinção do equipamento.


Portanto, 2023 começa com essa boa-nova para a cultura. Segundo um profissional do CCBNB com quem conversei, a reforma do imóvel será feita e com foco no principal: adequação às normas de prevenção a incêndio.


"O grande problema do prédio é porque nós concentramos um número considerável de pessoas no 6º e no 8º andares. E a rota de fuga em caso de incêndio era muito longe da rua. Aí o estudo é exatamente a questão da escada de fuga. Aquela escada principal vai ter uma adaptação para que fique adequada às normas. E serão também feitas alterações para dar mais acessibilidade", afirmou.

Em nota, a assessoria de imprensa do CCBNB confirmou que a reforma do imóvel está prevista para 2023. Ainda conforme o CCBNB, o projeto está passando por análise do Corpo de Bombeiros.

ALÍVIO, MAS SOB VIGILÂNCIA

O cenário teve mudança radical quando comparado ao começo de 2022. Ano passado, houve conversas entre representantes da instituição e gestores de municípios para encontrar um lugar que abrigasse as manifestações culturais reunidas no prédio do centro de Juazeiro do Norte.


"A Secult ofereceu o espaço do Marcus Jussier, o anfiteatro do Parque Ecológico das Timbaúbas e também o espaço do Hotel Municipal, aqui no Centro, para o CCBNB. Foi pedido para o banco escolher onde queriam ficar, mas eles optaram por se manter no prédio, reformar e fazer as adequações", afirmou o secretário de Cultura de Juazeiro do Norte, Vandinho Pereira.


Cabe salientar que seria tarefa complexa encontrar um ambiente que comporte mesmo que em parte tudo que o CCBNB abriga. Somente a biblioteca tem 14 mil exemplares, acervo de literatura clássica, moderna e de arte considerado o mais diverso e acessível do Cariri.


Voltei a ouvir a contadora de histórias Elisabete Pacheco. Ela se sente aliviada com a notícia sobre a reforma, mas afirma que os profissionais das artes estão em alerta.


"Foi uma vitória que se deu pelo engajamento da classe artística do Cariri. Numa opinião muito pessoal, acho o CCBNB o equipamento mais democrático em relação ao acesso dos artistas àquele espaço. Essa permanência é vista com muita alegria, mas com vigilância. A gente não pode baixar a guarda. É um ano de muita luta, de muita resistência. Nós estamos a todo tempo acordados para ver como está essa continuidade no prédio atual", afirmou Pacheco.

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