APAE-JN e psicólogas promovem palestra sobre o combate e prevenção ao suicídio
- Romas Sousa

- 17 de set. de 2021
- 2 min de leitura
A palestra ocorreu na manhã desta sexta-feira, 17, na sede da APAE Juazeiro do Norte

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), promoveu na manhã desta sexta-feira, 17, uma palestra com destaque no setembro amarelo, sobre o combate e prevenção ao suicídio.
Junto com as Psicólogas Maria Nayara Bezerra e Rayane Pereira Bacurau, falaram sobre diversos temas relacionados ao setembro amarelo e o suicídio. Foram tratados dados de quantas pessoas tentam e conseguem cometer o suicídio e as suas principais causas e sintomas.

As Psicólogas mostraram de forma clara alguns sinais de alerta que pessoas com pensamentos suicidas tendem a ter antes de tentar o ato contra a própria vida.
Frases como "eu não queria mais tá aqui", "Eu não aguento mais", "Eu queria desaparecer", "Eu vou deixar vocês em paz", isolamento e mudanças repentinas nos hábitos e descuido com a aparência, são sintomas comuns em pessoas que estão pensando em suicídio.

"Precisamos estar dispostos a ouvir, mais do que isso. Precisamos saber receber o que está sendo dito", disse Maria Nayara Bezerra.
São várias as causas que fazem as pessoas a pensarem em cometer suicídio como fim de relacionamento, fator financeiro, solidão, exclusão e etc.
A forma como a pessoa é ou deixa de ser aceita, principalmente por seus familiares sobre como realmente é, afeta muito o seu psicologico, em sua maioria quando se trata de um caso onde há uma orientação sexual diferente do que a família espera, aparência física, forma de vestir e etc.

Falaram ainda sobre a fase da adolescência, que é a época mais difícil na fase de uma pessoa, e se não houver um apoio e uma aproximação por parte dos pais, esse momento em que já é difícil, se tornará ainda mais complicada.
Segundo elas, a situação financeira e psicológicas dos pais, contribui muito para a saúde psicológica dos filhos, tanto para o bem, como para o mal.
As Psicólogas falaram sobre a automutilação, que muitas vezes não significa necessariamente uma tentativa de suicídio, pode ser uma válvula de alívio, depende do caso. Embora nao seja obrigatoriamente uma tentativa de suicídio, deve-se preocupar e buscar apoio profissional.

Elas ainda comentaram sobre o perigo das redes sociais, em que estão sendo umas das maiores causas de doenças, pois ali é um recorte de uma vida que provavelmente não é a realidade. Um seguidor que observa uma pessoa que está sempre sorrindo ou feliz, mesmo que não esteja necessariamente.
A Psicóloga Maria Nayara Bezerra, comentou sobre o evento desta manhã: "O suicídio é considerado como uma epidemia silenciosa já reconhecida como um problema de saúde pública.
É necessário que façamos com que tal discussão permeie por todos os espaços de trabalho, saúde, educacional e social.
Nesse momento de conscientização, percebemos cada vez mais a necessidade de levantar essa pauta e trazer essa discussão pra nossa realidade.
Existem pessoas em sofrimento psíquico ao nosso redor, e precisamos saber acolher e ouvir essa pessoa, de
senvolvendo uma postura empática", disse ela.
Rayane Pereira Bacurau também comentou sobre a palestra: "A iniciativa da APAE em fornecer momentos de debate e conscientização são de extrema importância. A sociedade civil precisa do acesso as informações e espaços de reflexão sobre as temáticas que tanto os tocam em sua cotidiano".
Clique aqui para ver um trecho da palestra.





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