top of page

Análise: Ceará priorizou Copa do Brasil ao escalar time misto pela Série B, mas pode lamentar empate

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 20 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Alvinegro poupou 5 titulares diante do Operário e empatou sem gols, mas desperdiçou chances incríveis

O Ceará entrou em campo neste domingo (19), fora de casa pela Série B pensando na Copa do Brasil. O Vozão faz jogo decisivo no Castelão com o CRB no Castelão na quinta-feira pela 3ª Fase e isso pesou no planejamento do técnico Vágner Mancini. Ele já havia destacado o desgaste dos titulares após o jogo com o Amazonas e poupou 5 deles neste domingo contra o Operário/PR, em Ponta Grossa (PR) pela 6ª rodada da 'Segundona'.


O esquema 3-5-2 foi mantido, mas com uma formação bem diferente. Os laterais Raí Ramos e Matheus Bahia, o zagueiro Matheus Felipe, o volante De Lucca e o centroavante Facundo Barceló foram poupados e ficaram no banco.


Entraram Rafael Ramos e Paulo Victor nas alas, Jean Irmer jogou como zagueiro, e a dupla de volantes foi formada por Richardson e Lourenço (que substituiu o suspenso Guilherme Castilho), além de Facundo Castro entrando no ataque. Como armador, Mancini preferiu a volta de Recalde, deixando Aylon no banco.


O primeiro tempo do Ceará foi bom, com destaque para Jean Irmer - seguro nos desarmes e no combate - e Lourenço, sempre perigoso nas finalizações de longa distância.


Pulga foi bem ao puxar os contra-ataques, mas faltou mais apoio dos laterais: é nítida a diferença dos titulares para Rafael Ramos e Paulo Victor. Eles não fizeram boa partida. Recalde e Facundo Castro pouco produziram, dificultando assim as jogadas ofensivas.


Mas o 1º tempo do Ceará foi melhor que do adversário, com boas chances criadas com Erick Pulga e Lourenço, exigindo defesas difíceis do goleiro.


Lá atrás, a defesa bateu cabeça na marcação das jogadas aéreas do Operário, com Richard precisando se virar.


Gols perdidos

Na etapa final o jogo ficou morno, com o Operário mais com a bola e o Ceará sem conseguir jogar.


Assim, o Operário cresceu, Richard precisou trabalhar e até nos acréscimos, o Ceará criou chances que não se pode perder.


Aos 43, Yago ganhou de cabeça pelo alto, e a bola ficou com Erick Pulga na pequena área, que finalizou e o goleiro Rafael Santos fez defesa incrível.


No minuto seguinte, foi a vez do zagueiro Yago - que entrou na zaga de Matheus Felipe, contundido - perder chance incrível embaixo da trave, mandando por cima.


Claro que o empate fora de casa com um time misto é um resultado aceitável. Mas pelas chances incríveis perdidas é algo a lamentar. Se vencesse, o Ceará poderia entrar no G4. Mas a vitória não veio, e distância para o G4 é de 1 ponto. É tentar entrar no grupo de acesso ao receber a Chapecoense aqui no dia 26.


Agora é Copa do Brasil

As escolhas de Mancini priorizaram a Copa do Brasil, pelo caráter decisivo do jogo e o cansaço dos titulares. Agora é esperar um Ceará mais inteiro contra o time alagoano para buscar a classificação. Mas fica o alerta por gols perdidos. Em jogo eliminatório, como será o de quinta, não dá para desperdiçá-los.


Comentários


bottom of page