Aluno atingido por aparelho em academia em Juazeiro mantém esperança de voltar a andar
- Romas Sousa

- 14 de ago. de 2023
- 3 min de leitura
Regilânio da Silva Inácio passou por uma cirurgia após a grave lesão na coluna, quando uma carga de 150 kg de um aparelho de musculação desabou sobre os ombros dele. A chance de recuperar os movimentos das pernas é de 1%, mas ele mantém a esperança.

O motorista de aplicativo, Regilânio da Silva Inácio, de 42 anos, mantém a esperança de voltar a andar após o acidente que o lesionou na coluna. Ele foi atingido nos ombros por uma máquina de uma academia em Juazeiro do Norte no último dia 4 de agosto. Após o acidente, Regilânio ficou paraplégico, mas não perdeu a esperança de voltar a andar.
O acidente ocorreu quando despencou sobre ele parte do aparelho que estava com uma carga de 150 kg. O impactou causou uma lesão na coluna considerada gravíssima pelos médicos, que consideram que o homem tem 1% de chance de voltar a andar.
“Eu, graças a Deus, estou [confiante da recuperação]. É um recomeço, uma chance. Parece que estou saindo de novo do ventre da minha mãe. É uma coisa sem explicação, como se eu estivesse aprendendo a fazer tudo; a sentar, comer, andar. É uma nova vida”, disse Regilânio.
Ele passou por uma cirurgia que durou quatro horas, para colocar pinos e parafusos para redução da fratura, com objetivo de fazer o realinhamento ósseo e descompressão da medula.
“Pelas poucas esperanças que me passam, com relação a esse 1% de voltar a andar, a minha confiança é grande. Enquanto eu ver uma luzinha lá naquele túnel, eu vou estar correndo atrás dela. Não vou desistir. Eu vou voltar a andar, vou voltar a fazer meus exercícios”, declarou.
Regilânio treinava na academia onde aconteceu o acidente há dois anos, mas faz musculação há mais de dez anos. Ele, inclusive, já tinha usado o aparelho de agachamento — chamado “hack squat” em outros dias. Regilânio estava na academia com o próprio sobrinho, e decidiu sentar enquanto ele terminava outro exercício, para que ambos revezassem a máquina.
“Não tem como explicar o que causou o acidente porque eu já treinei naquela máquina, que é nova, algumas vezes. Eu fiz a sessão de costume nela, e travei. No vídeo, mostra bem direitinho que eu travei ela. Aí desci, fui aumentar a quantidade de peso e me sentei para descansar”, lembrou o motorista.
“Não achei falha deles. Nesse sentido de sentar lá, eu me culpo. Eu sabia que o peso estava ali e tinha a possibilidade daquela máquina, como qualquer outra, despencar”, avaliou.
Apesar de não culpar a academia, Regilanio disse que acha que o estabelecimento poderia alertar os alunos a não descansar sentados nas máquinas; que deveriam ser orientados a ficar em pé ou procurar bancos e cadeiras. Ele disse também que não pretende processar o fabricante do equipamento.
O Conselho Regional de Educação Física da 5ª Região (CREF5-CE) informou que a responsabilidade sobre a manutenção dos aparelhos e equipamentos é de gestão da academia. “Os responsáveis técnicos, enquanto corpo gestor da academia, coordenam a equipe de professores, supervisiona a equipe, inspeciona os equipamentos e acessórios utilizados pelo público”, explicou.
“O CREF5 averigua se há o responsável técnico e se os profissionais são capacitados para oferecem o serviço à população. Em sua formação acadêmica, os profissionais recebem informações sobre a prática segura das diferentes modalidades de atividade física. As ferramentas quem disponibiliza é a instituição, espaço de prática esportiva ou academias”, complementou.





Comentários