top of page

Acusado de estuprar e matar grávida durante roubo no Ceará é condenado a 75 anos de prisão

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 26 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

Homem é irmão do padrasto da vítima e teria premeditado o crime.

O homem acusado de estuprar e matar uma grávida durante um roubo na casa da vítima em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, foi condenado nesta quinta-feira (15) a 75 anos e nove meses de prisão. A sentença inclui a condenação pelos crimes de aborto sem consentimento e corrupção de menores, cometidos na ocasião.


Segundo denúncia do Ministério Público do Ceará, na madrugada do dia 5 de janeiro de 2020, Leandro Cardoso dos Santos, irmão do padrasto da vítima, invadiu a casa de Maria Cheyla Cristina Lima Lins, de 34 anos, na companhia de dois adolescentes. Na data do crime, ela estava grávida de seis meses.


Durante a ação, o grupo amarrou a gestante com o fio de um carregador, estuprou e a matou com golpes de faca. Após o crime, os suspeitos alteraram a cena para dificultar o trabalho da perícia.


Dias depois, a polícia apreendeu um adolescente de 17 anos, vizinho da gestante, que confessou a participação no latrocínio e apontou a participação dos demais acusados.


Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria dos crimes imputados a Leandro e determinou:

  • 50 anos de prisão pelo latrocínio (roubo com a morte da vítima);

  • 14 anos e dois meses pelo estupro;

  • 8 anos e 8 meses de prisão pelo aborto não consentido;

  • 2 anos e 11 meses de reclusão por corrupção de menores e

  • dez meses e 24 dias de detenção pela fraude processual (adulteração da cena do crime).


O juiz Ramon Aranha da Cruz, do Conselho de Sentença da 1ª Vara Criminal de Juazeiro do Norte, definiu o regime inicial fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.


"Considerando que o acusado respondeu preso ao processo, entendo que os requisitos para a manutenção da prisão do réu se mantêm e se solidificaram após o reconhecimento da sua responsabilidade pelo Conselho de Sentença", explicou o magistrado.


Mulher dormia com o filho autista

Investigações da Polícia Civil apontaram que Maria Cheyla estava dormindo no quarto, junto ao filho de 4 anos, que tem autismo, quando foi surpreendida pelos infratores mexendo no guarda-roupa.


Na ocasião, eles amarram a mulher, a estupraram e a mataram com golpes de faca. Enquanto cometiam os atos, os suspeitos cobriram a criança com um lençol, para ela não olhar a cena.

Para a polícia, Leandro premeditou o crime e acertou os detalhes com o adolescente de 17 anos, que é vizinho da vítima. Já o outro menor, de 14 anos, deu apoio à ação.

Comentários


bottom of page