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Vereadores falam em afastamento e até prisão de Glêdson após operação do MP

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 15 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura

No entendimento dos parlamentares opositores, as declarações do prefeito coloca em xeque o trabalho e a seriedade do Ministério Público.

A Procuradoria de Justiça dos Crimes contra a Administração Pública (Procap) realizou na última quarta-feira (13) a opertação "Nullum Pactum", que teve como alvo o Prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), Gilmar Bender, principal financiador da campanha do gestor, o ex-secretário Diogo Machado. Além de afastar a secretária Genilda Ribeiro da Pasta Municipal do Meio Ambiente.


A operação foi repercutida pelos Vereadores na Sessão Ordinária que ocorreu na tarde desta quinta-feira (14), o Plenário da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte. Os parlamentares debateram sobre o assunto e mostraram detalhes dos contratos.


Na ocasião, os vereadores que fazem parte do grupo de oposição defenderam que o gestor deveria ser afastado e falaram até em uma possível prisão do prefeito. Eles criticaram também, as entrevistas que Glêdson concedeu onde falou que estava sendo alvo de perseguição política. No entendimento dos parlamentares opositores, as declarações do prefeito coloca em xeque o trabalho e a seriedade do Ministério Público.


O Presidente da Casa, Capitão Vieira (MDB), afirmou que Glêdson estava desmerecendo o MP e a Polícia Cívil. "O Prefeito quis fazer um palanque político, desmerecendo e colocando em dúvida uma uma instituição tão séria como o Ministério Público, como também a Polícia Civil na qual ele faz parte", disse Vieira.


Darlan Lobo (PRD), afirmou que a operação foi fruto de uma denúncia feita por um grupo de vereadores ainda nos primeiros meses da gestão Gledson em 2021. Ele destacou ainda que esperava além da busca e apreensão, o afastamento e até mesmo a prisão do gestor. "A gente vinha esperando só isso não, senhor prefeito, era seu afastamento e sua prisão pelo teor da denúncia que fizemos", reforça.


Durante a sessão, pelo menos nove parlamentares falaram sobre a operação da Procap, seja por pronunciamento ou pedido de partes do tempo dos colegas paraecer seus comentários. Marcio Joias, afirmou que a busca do MP não é pelo valor que o município paga com a coleta de lixo, mas sim um favorecimento superior a R$1 milhão que não foi prestado conta.


Com apenas dois vereadores na casa, a base governista ficou acuada com tantas críticas e questionamentos. Porém, o Vereador Rafael Cearense (Podemos), líder do governo na câmara, se pronunciou em defesa de Glêdson e Gnilda. "Ele não baixou o lixo porque quis, isso foi uma ação judicial que corre em segredo de justiça, que obrigou o prefeito a baixar", completa Rafael.



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