Vereadores acionam Alexandre de Moraes contra suposto "Gabinete do ódio" em Juazeiro
- Romas Sousa

- 10 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
O prefeito Gledson Bezerra utilizou duas redes sociais para negar que o grupo recebe dinheiro de publicidade da prefeitura e afirmou que não haveria nenhuma ilegalidade caso isso ocorresse.

O Presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, vereador Capitão Vieira Neto (MDB), denunciou a existência de um suposto "gabinete do ódio" voltado para atacar o poder legislativo. Na tarde desta quinta-feira (9), os parlamentares aprovaram um requerimento que encaminha as denúncias aos órgãos de fiscalização e até mesmo ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Vieira disse que o grupo utiliza as redes sociais para disparar ataques contra os vereadores e outras autoridades com memes, sátiras e "fake news". De acordo com Capitão Vieira, o grupo é coordenado por Wagner Alves (Podemos), que possui o cargo de Secretário especial de Articulação Política do Prefeito Glêdson Bezerra (Podemos).
"O prefeito tem um gabinete do ódio. Vou juntar tudo, os memes que fizeram da câmara, dos vereadores. Na última sessão fizeram um meme do vereador Adauto Araújo chorando, criando várias ilações sobre a câmara. Tudo patrocinado pelo prefeito Gledson Bezerra", afirmou.
O parlamentar continuou afirmando que o grupo recebe financiamento: "Vou encaminhar ao STF para juntar ao inquérito das fake news, presidido pelo ministro Alexandre de Moraes. Comprovamos que é uma prática gerenciada pelo prefeito. Servidores do seu gabinete com salário de R$10 mil, são responsáveis por essa disseminação de ataques a quem faz oposição", completou o vereador.
O prefeito Gledson Bezerra utilizou duas redes sociais para negar que o grupo recebe dinheiro de publicidade da prefeitura e afirmou que não haveria nenhuma ilegalidade caso isso ocorresse. "Eu fico até feliz quando eles mostram certas verdades. Liberdade de expressão, desde que não cometa crime", reforçou o gestor.
Wagner Alves que é acusado pelo vereador de ser líder do grupo de ataques, também negou que o grupo seja patrocinado pela prefeitura e que se desligou da administração das páginas quando foi nomeado para um cargo comissionado na gestão.





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