UM POUCO DE ROSA EM NOSSO OUTUBRO: A CAMPANHA DE PREVENÇÃO E RASTREIO DO CÂNCER DE MAMA
- Mona Laura

- 14 de out. de 2021
- 2 min de leitura
Isso tudo na busca de modificar o cenário atual de uma doença que quando diagnosticada ainda em fase inicial pode alcançar números de 90% de cura

O câncer de mama é o que mais acomete a população feminina (com excessão do de pele não melanoma), só no ano de 2020 registrou 66.280 novos casos no Brasil. É ele também o que mais mata. É amplamente reconhecido como uma doença que atinge as mulheres, contudo também observamos a doença no público masculino, mesmo que em menor número. Durante o mês de outubro ocorre um movimento popular internacional conhecido como Outubro Rosa, simbolizado por um laço rosa, e que busca a conscientização para o controle do câncer de mama através de um maior compartilhamento de informações sobre a doença e com ações alusivas ao diagnóstico precoce.
Várias cidades colorem seus pontos turísticos de rosa, nos meios de comunicação são repassadas mensagens referentes à campanha, em muitos lugares o acesso aos exames de rastreio e diagnóstico é facilitado. Isso tudo na busca de modificar o cenário atual de uma doença que quando diagnosticada ainda em fase inicial pode alcançar números de 90% de cura.

Por muito tempo, o autoexame das mamas foi recomendado e as mulheres eram orientadas de seu “passo-a-passo”. Contudo, as evidências já demonstram sua baixa efetividade como método de rastreio, não fazendo mais parte das recomendações atuais. O que se trabalha atualmente é a estratégia de conscientização corporal, em que a mulher possa se tocar para se conhecer, sem periodicidade ou técnicas estabelecidas, de modo a reconhecer o que faz parte de seu corpo e poder procurar uma avaliação profissional caso identifique algo diferente.
Além disso, nesse período é comum vermos a associação do exame de mamografia a termos como ‘prevenção do câncer de mama’, o que é uma correlação totalmente errada visto que ele não é capaz de ‘prevenir’ o surgimento da doença. O exame é utilizado como rastreamento, feito em mulheres sem sinais/sintomas de alterações na mama ou como diagnóstico, para avaliar lesões mamárias suspeitas, independentemente da idade da mulher. O rastreamento é um dos focos da campanha, sendo indicado a mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, e possibilita a identificação precoce do câncer, aumentando as chances de cura.

Além do rastreio/diagnostico, a campanha também engloba ações para prevenção do Câncer de mama, através de orientações e atividades educativas.
Estudos já demonstram os 4 principais fatores comportamentais que podem ter relação direta ao desenvolvimento da doença: sedentarismo, não aleitamento materno, excesso de peso e consumo de bebidas alcóolicas. Sendo assim, a prevenção desse câncer se baseia na redução de riscos em desenvolver a doença, e parte de estratégias como promoção da saúde e mudança de hábitos.
O cenário do câncer de mama no Brasil poderá ser modificado quando estendermos o “Outubro Rosa” e ofertarmos ao longo do ano um melhor controle dos fatores de risco, uma rede assistencial que permita o acesso fácil ao rastreio/diagnóstico e sobretudo, rápido acesso ao tratamento.
Mona Laura Sousa Moraes
Enfermeira Obstetra
Mestre em saúde pública
Prof de enfermagem na área materno-infantil





Tenho muito medo dessa doença,ja fiz um exame e foi constatado um nodulo na minha mama direita,