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Sessão da Câmara de Juazeiro é marcada por protestos a favor da lei das 30 horas para a enfermagem

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 22 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Rafael Cearense (Podemos), líder do prefeito na Câmara, argumentou que o projeto não poderia ser aprovado, pois partiu do então vereador Damian de Firmino. Porém, foi um projeto de indicação, que posteriormente, voltou para a casa após o então prefeito, Arnon Bezerra, apoiar o PL.

A ação judicial movida pelo prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), contra a categoria da enfermagem, o gestor alegou inconstitucionalidade da lei que institui a jornada de trabalho de 30 horas para profissionais. O assunto pautou os debates na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, durante a sessão ordinária desta terça-feira (21).


Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) julgou procedente o pedido. A decisão, porém, foi recebida com insatisfação por parte dos profissionais da área, que ocuparam as galerias da Câmara para defender a manutenção da Lei Complementar Municipal nº 134/2020.


Da Tribuna da Casa, o assessor do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Ceará (SindSaúde), Rafael Lopes, considerou a ação impetrada pelo prefeito como um retrocesso. Na ocasião, ele anunciou que sindicato e Câmara vão unir forçar para reverter a decisão.


“Nós recebemos o apoio da Câmara. A presidência e todos os vereadores se mostraram favoráveis para que nós possamos discutir medidas que possam ser adotadas para reverter essa situação, que traz muitos prejuízos para a nossa categoria”, disse Rafael Lopes.


O presidente Capitão Vieira Neto (MDB) manifestou solidariedade aos profissionais de saúde e confirmou que Câmara e sindicato vão apresentar recurso. O chefe do legislativo ainda considerou a ação como uma ‘busca incessante’ do prefeito Glêdson Bezerra para prejudicar a categoria.


“Respeitamos o Poder Judiciário, mas não entendemos a alegação de repercussão financeira. O município tem lastro financeiro sim, tem um orçamento de mais de um R$ 1 bilhão. As assessorias jurídicas da Câmara e dos sindicatos já estão conversando para fazer todos os recursos necessários”, disse.


Vieira também informou que Gledson era vereador na época em que o projeto foi aprovado, mas em nenhum momento se posicionou contrário a matéria.


“Vamos levar essa discussão ao pleno do Tribunal de Justiça do Ceará. Se necessário vamos à Brasília fazer todos os recursos necessários no Superior de Justiça, no Supremo Tribunal Federal, para garantir esse direito para essa categoria”, acrescentou o presidente.


Rafael Cearense (Podemos), líder do prefeito na Câmara, argumentou que o projeto não poderia ser aprovado, pois partiu do então vereador Damian de Firmino. Porém, foi um projeto de indicação, que posteriormente, voltou para a casa após o então prefeito, Arnon Bezerra, apoiar o PL.

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