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Professores e técnicos de universidades fazem manifestação em Fortaleza

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 9 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Categoria busca reestruturação da carreira e reajuste salarial, dentre outras demandas. Manifestação começou por volta das 8 horas desta quinta-feira, 9

Professores e técnico-administrativos de universidades do Ceará fizeram, nesta quinta-feira, 9, manifestação na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza. O ato começou por volta das 8 horas e prosseguiu durante a manhã.


A mobilização faz parte do Ato Nacional em Defesa da Educação, que acontece simultaneamente em todo o Brasil. Em greve desde 20 de março, a categoria busca, sobretudo, a reestruturação da carreira e reajuste salarial, o que depende da recomposição do Orçamento Federal para a Educação.


“Quando falamos em recomposição, também estamos nos referindo à restauração do orçamento das instituições federais e das universidades federais. O orçamento do Instituto Federal do Ceará em 2014 era maior do que o orçamento em 2024. Nossos alunos estão sentindo isso diretamente, e isso reflete o descaso na educação”, ainda destacou Valmir Arruda.


Os profissionais também reivindicam a reestruturação das carreiras, especialmente a dos técnicos-administrativos, que não recebem atualização desde 2008.


Com exigências semelhantes, os profissionais em greve vinculados à Universidade Estadual do Ceará (Uece) ainda apresentam uma particularidade: o déficit de 482 professores.


“Atualmente, existem 30 disciplinas sem professores. Isso é paralisante em alguns cursos e dificulta a integralização curricular dos estudantes. Além disso, impede a conclusão de grau e, consequentemente, prejudica sua permanência na Universidade”, acrescenta o presidente do Sindicato de docentes da Universidade Estadual do Ceará (Sinduece), professor Nilson Cardoso.


Em todo o Brasil, estão em greve docentes e técnicos administrativos de mais de 70 universidades e institutos federais. No Ceará, quatro instituições de ensino federais (UFC, IFCE, Unilab e UFCA) e duas estaduais (Uece e UVA) estão em greve. Apesar de ter aderido à greve a princípio, no dia 3 de maio, a Universidade Regional do Cariri (Urca) aprovou a suspensão da greve.


Em abril, o Governo Federal apresentou a primeira contraproposta: 0% de aumento salarial neste ano e 4,5% nos próximos dois anos. A proposta foi rejeitadan e os profissionais iniciaram a greve. Em sua segunda proposta, o governo manteve os 0% para 2023, não mencionou a reestruturação das carreiras e sugeriu 8,5% e 3,5% para 2025 e 2026, respectivamente. Segundo os servidores, contudo, os valores não contemplam a inflação até 2026.

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