Palocci ex-ministro petista, recebeu cinco parcelas do auxílio emergencial
- Romas Sousa

- 2 de set. de 2021
- 2 min de leitura
Com dívidas, o ex ministro petista nega ter pedido o auxílio e alega fraude

O nome do ex-ministro da Fazenda e da casa Civil, Antonio Palocci Filho, de 60 anos apareceu entre os que receberam o auxílio emergencial. Ele nega ter feito o pedido, mas o dinheiro foi devolvido.
O Metrópoles apurou junto ao Portal da Transparência e ao site da Dataprev que o ex-ministro dos governos petistas de Lula e Dilma recebeu cinco parcelas de R$ 600, entre julho e novembro do ano passado.

O advogado de Palocci disse que o cliente não fez o pedido e que foi alvo de fraude, quando outras pessoas se apropriaram de seus dados.
“Ele jamais recebeu auxílio emergencial e, tão logo soube da fraude, registrou a ocorrência perante a autoridade policial”, complementou.

A extensão do auxílio foi negada, porém, pois o governo identificou que Palocci teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019 e tinha posse ou propriedade de bens ou direitos de valor total superior a R$ 300 mil.
Em janeiro uma reportagem feita pelo jornal valor econômico, revelou que Palocci tem dívidas acumuladas e que seu nome está protestado em cartório. Uma das pendências é uma dívida de R$ 199,63 de uma conta de celular. Um dos apartamentos está com IPTU e taxa de condomínio atrasados.
O Metrópoles confirmou que o ex-ministro petista segue com os bens bloqueados judicialmente. “Mas, obviamente, em hipótese alguma, isso o faria pleitear o auxílio emergencial”, assinalou o advogado de Palocci.
Palocci foi condenado em junho de 2017, pelo então juiz Sérgio Moro, por corrupção e lavagem de dinheiro pela operação lava jato. A condenação inicial era de 12 anos e dois meses, mas o TRF 4 reduziu a pena para 9 anos e 10 meses em 2018.
Leia a nota advogado Tracy Reinaldet:
“Chegou ao conhecimento da defesa que o canal do Ministério da Cidadania para a consulta ao auxílio emergencial acusa o recebimento do benefício por Antônio Palocci Filho em 2020. Como milhares de outros brasileiros, Palocci foi vítima de uma fraude por um terceiro que se apropriou de seus dados. Ele jamais recebeu auxílio emergencial e, tão logo soube da fraude, registrou a ocorrência perante a autoridade policial.”





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