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'Operação tabajara', diz Moraes sobre suposta tentativa de gravá-lo

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 3 de fev. de 2023
  • 2 min de leitura

Declarações foram dadas na manhã desta sexta (3), durante participação do ministro em conferência que ocorre em Lisboa

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou nesta sexta-feira (3), durante um evento com empresários em Lisboa, que o suposto plano para gravar conversas comprometedoras dele para anular as eleições foi uma "tentativa de uma operação tabajara, que mostra exatamente o quão ridículo nós chegamos na tentativa de um golpe no Brasil."


Moraes afirmou ainda que, ao ouvir o relato do Senador Marcos do Val (Podemos-ES), ele propôs que o parlamentar prestasse um depoimento naquela hora, o que foi negado. O ministro afirmou também que as investigações sobre os financiadores dos atos do dia 8 de janeiro estão bem avançadas.


O senador Marcos do Val disse a jornalistas na quinta-feira (2) que o ex-deputado federal Daniel Silveira tinha pedido a ele que tentasse gravar Moraes para obter alguma declaração que configurasse parcialidade na atuação do ministro. A ideia seria tirar Moraes da presidência dos inquéritos que apuram atos contrários à Constituição, além de anular a última eleição presidencial.


"A ideia 'genial' que tiveram foi colocar escuta no senador, para que o senador, que não tem nenhuma intimidade comigo, pudesse me gravar. E, a partir dessa gravação, pudesse solicitar a minha retirada da presidência dos inquéritos", detalhou Moraes durante o evento.


O ministro disse ter perguntado ao senador se ele deporia oficialmente e, diante da negativa, agradeceu e se retirou. "Até porque o que não é oficial, para mim, não existe", disse Moraes. "Foi exatamente essa tentativa de uma operação tabajara, que mostra exatamente o quão ridículo nós chegamos na tentativa de um golpe no Brasil", completou.


Moraes garantiu ainda que o caso está sendo apurado. "Nós temos já apurações adiantadíssimas em relação aos financiadores, aos grandes financiadores. Isso já vinha sendo investigado desde o ano passado. [...] Lamentavelmente, nós temos uma parte da elite que flertou com o golpe durante quatro anos. E, a partir do ano passado, financiou essa tentativa de golpe. As investigações estão chegando a esses financiadores e às autoridades públicas que, de forma covarde, dolosamente, ou se omitiram ou foram coniventes com a tentativa de golpe", completou o ministro do Supremo Tribunal.

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