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Nação Zumbi faz show gratuito em Fortaleza e anuncia turnê comemorativa e músicas inéditas para 2024

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 6 de jan. de 2024
  • 3 min de leitura

Disco de estreia da banda, 'Da Lama ao Caos', completa 30 anos em abril. Para comemorar, Nação promete turnê especial do disco e novo álbum de inéditas

É em Fortaleza que a Nação Zumbi, banda precursora do movimento manguebeat, dá início a um ano de celebrações. O primeiro show da banda em 2024 será neste sábado (06), no festival Férias na PI, no Aterrinho da Praia de Iracema, com acesso gratuito. A programação começa às 18h, mas o grupo pernambucano deve subir ao palco às 20h40.


No repertório do show, como de costume, não devem faltar clássicos como "Manguetown", "Samba Makossa" e "Da Lama ao Caos", além de músicas que passeiam pelos nove álbuns do grupo.


Em entrevista ao Verso, o vocalista e frontman da Nação, Jorge Du Peixe, comentou sobre a vinda a Fortaleza e as novidades que o novo ano reserva: de álbum de inéditas a uma turnê especial do disco que inaugurou a história da Nação, “Da Lama ao Caos”, que completa 30 anos em 2024.


Uma década após Nação Zumbi (2014), último álbum de inéditas lançado pelo grupo, Jorge Du Peixe afirma que mais um disco autoral da NZ está sendo finalizado. O lançamento do primeiro single do álbum deve ocorrer, segundo o artista, “possivelmente até o Carnaval ou pouco depois”. 


“A gente tá sempre em estado de trabalho, de feitura, participando em projetos paralelos, participando de discos de amigos ou produzindo alguém. Mas a gente quer sim em 2024 trazer um disco novo”, conta Jorge.


A ideia é lançar uma primeira música, ainda sem nome, depois lançar o segundo single e só depois um álbum ou EP completo – o número de faixas ainda não foi definido, porque o projeto ainda está “em construção, muito no começo”. “Não temos ainda algo concreto para falar sobre, mas em breve a gente vai tá levantando esse grito”, completa Du Peixe. 


Ao todo, a Nação tem oito álbuns autorais – os dois primeiros, Da Lama ao Caos e Afrociberdelia, ainda com Chico Science – e um de regravações de artistas brasileiros, lançado em 2017, o Radiola NZ (vol. 1).


Atualmente, a banda segue com três dos integrantes da formação original: Jorge Du Peixe (vocal), Dengue (baixo) e Toca Ogan (percussão). Participam como músicos convidados nos shows do grupo Marcos Matias e Da Lua (alfaias), Tom Rocha (bateria) e Neilton Carvalho (guitarra).


TURNÊ COMEMORATIVA DEVE PASSAR POR FORTALEZA

Destaque na trajetória da banda e na história da música brasileira, o disco “de fundação” da Nação Zumbi, Da Lama ao Caos, foi lançado em abril de 1994, inaugurando uma era político-cultural que trouxe destaque a Pernambuco e ao Nordeste.


Descrito por Jorge Du Peixe como “o grito maior” da Nação, o disco deve ganhar show especial no segundo semestre de 2024 e Fortaleza é uma das capitais brasileiras que está na rota dos artistas.


“Estamos pensando aqui, elaborando um show, e a gente pretende dar um rolê pelo País, pelas principais capitais, levando esse show com alguns convidados”, afirma Du Peixe.


"[Nossas] músicas têm esse peso de cunho social e, claro, posicionamento político, sempre levando nas letras alguma contestação ou questionando tudo que nos cerca. Isso faz parte, né? A gente sabe que é entretenimento, mas é importante também levar algumas mensagens e fazer pensar. É esse o papel do artista e da cultura (...) Cada disco traz o seu grito, cada disco traz uma intenção, um questionamento."

JORGE DU PEIXE

vocalista e um dos fundadores da Nação Zumbi


NAÇÃO ZUMBI E FORTALEZA, UMA RELAÇÃO ANTIGA

A vinda da banda à capital cearense logo no início de um ano tão importante traz algo de simbólico. A relação entre a Nação e Fortaleza é antiga, e foi se construindo ao longo das últimas três décadas com uma série de shows históricos. Os primeiros deles, em meados da década de 90, ocorreram na Praia do Futuro, ainda com o líder Chico Science, especialmente na Barraca Biruta


"Ao longo dessas décadas tocamos em vários lugares, vários pontos, não só na Capital, mas pelas cidades do Ceará. Temos amigos músicos e também já gravamos algumas coisas da banda em estúdios de Fortaleza", explica Jorge Du Peixe. Além disso, o artista destaca a cena musical cearense dos anos 70 como uma grande influência para a pesquisa musical da banda.


"Tem muita coisa interessante que a gente encontra na música do Ceará", comenta. "A gente tem uma relação muito boa desde o início, desde o primeiro grito da banda. Então, pra gente, é sempre importante estar voltando, tocando, é um prazer sempre".


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