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Macron não concorda com acordo entre Mercosul e União Europeia: "Não é bom para ninguém"

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 2 de dez. de 2023
  • 2 min de leitura

Declaração do presidente francês ocorre após reunião com Lula, onde ele informou que viajará ao Brasil em março de 2024

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse neste sábado, 2, durante uma coletiva de imprensa na COP28, que está sendo realizada em Dubai, que não apoia o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, por contrariar a defesa da biodiversidade e o combate à mudança climática, e disse esperar que o governo de Javier Milei na Argentina se comprometa com ambos os objetivos.


“É um acordo (UE-Mercosul) que não é bom para ninguém”, afirmou o líder francês. O presidente francês justificou sua oposição pelo fato de se tratar de um acordo obsoleto, apesar de ele próprio, em 2019 e após duas décadas de negociações, ter dado sinal verde para que pudesse finalmente ser apresentado para ratificação dos Estados-membros da UE. “Trata-se de um acordo completamente contraditório ao que o Brasil está fazendo e ao que nós estamos fazendo. O acordo foi negociado há 20 anos e tentamos remendá-lo, de uma forma ruim, porque não leva em conta a biodiversidade ou o clima”, acrescentou.


Macron disse que o atual acordo UE-Mercosul “tem alguns parágrafos para agradar à França”, mas na sua essência é um “pacto antiquado de desmantelamento de tarifas”.


Nesse sentido, citou como exemplo os acordos comerciais da UE com o Chile, o Canadá e a Nova Zelândia, que têm como eixo as questões ambientais. “Estou criando no meu país um mercado em processo de descarbonização para permitir que as pessoas daqui consumam produtos do exterior que envolvem mais emissões? Estamos loucos”, resumiu o presidente francês, fazendo referência ao seu desejo de que os países do Mercosul apliquem regras de descarbonização equivalentes aos da UE.


No entanto, Macron negou que tenha havido atritos com Lula, crítico da posição europeia em relação ao acordo UE-Mercosul, e disse estar “muito sintonizado” com o presidente. Com esta posição, o chefe de Estado francês joga um balde de água fria nos cálculos da Comissão Europeia e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tinham esperanças em ratificar o acordo até o final deste ano.

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