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Lula altera agenda oficial para incluir encontro com Maduro na Argentina

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 23 de jan. de 2023
  • 3 min de leitura

Chefes de Estado estão no país para 7ª cúpula da Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac); petista já foi criticado anteriormente por proximidade com ditador venezuelano

A agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Argentina foi alterada na manhã desta segunda-feira, 23, para incluir um encontro com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Ambos chefes de Estado estão no país para participar da 7ª cúpula da Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac).


No último sábado, o site do governo federal havia divulgado a agenda sem mencionar a reunião. O Petista já foi criticado anteriormente pela proximidade com líder venezuelano.


Há a expectativa de que Lula também tenha um encontro com Miguel Díaz-Canel, chefe do regime de Cuba, mas ainda não há confirmação. A volta do Brasil à Celac, da qual se retirou em 2020, é tema emblemático no sentido da reinserção do Brasil em sua própria região.


A Cúpula ocupará manhã e tarde da agenda da terça-feira, 24. Estão previstas, além das atividades da Cúpula, reuniões bilaterais temáticas, sobre saúde e combate à fome, por exemplo, e também entre países que solicitaram encontros com o presidente Lula.


Essas agendas ainda estão em fase de confirmação e, segundo o site do governo, deverão ser divulgadas em breve. Na próxima quarta-feira, 25, Lula segue em viagem oficial para o Uruguai, onde se encontra com o chefe do Executivo no país, Luis Alberto Lacalle Pou.


Recentemente, o governo dos Estados Unidos deixou de reconhecer a presidência interina da oposição venezuela de Juan Guaidó, descredibilizando o nome dele. Ainda assim, o país também não reconheceu o governo de Nicolás Maduro como legítimo e continua apontando o regime como uma ditadura.


Na semana passada, os EUA disseram a Maduro, após pedido dele, que não encerrar as sanções econômicas contra o país até que ele retorne à democracia plena. “Enquanto Maduro e seus seguidores continuarem reprimindo o povo venezuelano e desviando recursos para práticas corruptas, continuaremos pressionando o regime com sanções (…) Nossa política de sanções à Venezuela permanece intacta. Continuaremos a impor sanções à Venezuela para apoiar o regresso à democracia”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado americano.


Em resposta, Maduro pediu em transmissão televisionada que o povo venezuelano proteste contra as ações dos norte-americanos. O ditador usou uma rede social para afirmar que o povo vai as ruas nesta segunda: “Hoje, 23 de janeiro, o povo se mobiliza nas ruas para exigir o levantamento das sanções penais impostas contra a Venezuela. Basta de bloqueios, de perseguições econômicas e financeiras que têm causado um impacto brutal no povo. Vamos Unidos”.


No último sábado, antes de embarcar para a Argentina, Lula e o presidente da Argentina, Alberto Fernandez, divulgaram uma carta em parceria com Fernandez divulgaram uma carta enaltecendo a relação dos dois países.


No texto, publicado no jornal Perfil, de Buenos Aires, os chefes de governo citam a criação de uma moeda da América do Sul. O que, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não tem objetivo de substituir o real e nem o peso, mas apenas de funcionar para transações financeiras exclusivas entre as duas nações.


Esta é a primeira viagem internacional de Lula em seu terceiro mandato como presidente do Brasil. Na ausência dele, quem assume o Palácio do Planalto é o vice Geraldo Alckmin (PSB). Alguns dos temas a serem tratados por Lula em sua viagem serão: integração energética, comércio e investimentos, ambiente, infraestrutura, defesa, desarmamento, combate a ilícitos, espaço, cultura, questões de gênero, entre outros.

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