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Imposto seletivo para combustíveis é proposto pelo MME para a reforma tributária

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 18 de mar. de 2024
  • 3 min de leitura

Segundo o ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, a simplificação tributária é fundamental para a geração de empregos e atração de investimentos

O Ministério de Minas e Energia (MME) enviou ao Ministério da Fazenda (MF) as contribuições para a Reforma Tributária referentes ao setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis.


Dentre os temas destacados pelo MME, estão:

  • Incidência do Imposto Seletivo e respectivos seus impactos na competitividade da indústria nacional frente ao cenário global

  • Regimes específicos para combustíveis e biocombustíveis, bem como a ampliação do escopo dos produtos hoje submetidos a esse conceito tributário

  • Desoneração tributária na aquisição de bens de capital

  • Defesa da simplificação tributária com a incidência única dos novos Impostos sobre Valor Agregado (IVAs)

Essas colaborações atendem à legislação complementar, exigida pela Emenda à Constituição nº 132, que muda o sistema de tributação do consumo no País.


Assim, para a elaboração dos anteprojetos, exigida pela Emenda Constitucional, o Ministério da Fazenda instaurou, o Programa de Assessoramento Técnico à Implementação da Reforma da Tributação sobre o Consumo (PAT-RTC).


O Programa é composto por diversos Grupos Técnicos encarregados de avaliar os diversos aspectos relacionados à reforma tributária e de propor as minutas da legislação complementar. 


Segundo o ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, a simplificação tributária é fundamental para a geração de empregos e atração de investimentos.


"A relevância do setor fica evidente quando conhecemos os números envolvidos: são mais de 128 mil agentes econômicos, que movimentaram mais de R$ 750 bilhões e arrecadaram mais de R$ 114 bilhões em ICMS aos estados, isso apenas no setor de combustíveis em 2023."


"Essa cadeia do petróleo, gás natural e biocombustíveis tem investimentos previstos de R$ 2,72 trilhões e potenciais 3,7 milhões de novos empregos no horizonte decenal, gerando renda e mais bem-estar para nossa população", complementa.


O MME também destacou que o princípio da neutralidade, previsto no texto constitucional, é de suma importância para que seja garantido:

  • Não cumulatividade, evitar a bitributação

  • Especificidades para o setor do gás natural, que precisa observar diversos pontos antes de implementar a incidência única, bem como o critério de ‘destino’ na tributação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)

  • Efetivação do cashback nas operações de fornecimento de gás liquefeito de petróleo (GLP) aos consumidores de baixa renda para ampliar as frentes de atuação no combate à pobreza energética e na redução da desigualdade social 

Nesse contexto, a Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SNPGB) do MME promoveu, no último dia 20 de fevereiro de 2024, reunião de trabalho com as principais associações representativas dos setores de petróleo, gás natural, seus derivados e biocombustíveis.


O objetivo foi coletar suas percepções sobre o tema, incluindo sugestões à regulamentação em uma direção que garanta a racionalidade tributária, proteja a competitividade do setor, minimize os custos à sociedade brasileira e garanta a segurança energética nacional.


Assim, foram ouvidos representantes da indústria de petróleo, gás natural e biocombustíveis, além de estruturar o posicionamento setorial sobre o tema e apresentá-los institucionalmente, por meio de uma visão sistematizada dos pontos considerados prioritários pelo MME, no âmbito de suas competências.


Como fruto da reunião de trabalho entre a SNPGB/MME e os agentes econômicos, foi produzido extenso conjunto documental, amplamente embasado em argumentos técnicos, cuja síntese foi consolidada em Nota Técnica contendo a posição institucional sobre o assunto.


O MME também destacou que o princípio da neutralidade, previsto no texto constitucional, é de suma importância para que seja garantido:

  • Não cumulatividade, evitar a bitributação

  • Especificidades para o setor do gás natural, que precisa observar diversos pontos antes de implementar a incidência única, bem como o critério de ‘destino’ na tributação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)

  • Efetivação do cashback nas operações de fornecimento de gás liquefeito de petróleo (GLP) aos consumidores de baixa renda para ampliar as frentes de atuação no combate à pobreza energética e na redução da desigualdade social 

Nesse contexto, a Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SNPGB) do MME promoveu, no último dia 20 de fevereiro de 2024, reunião de trabalho com as principais associações representativas dos setores de petróleo, gás natural, seus derivados e biocombustíveis.


O objetivo foi coletar suas percepções sobre o tema, incluindo sugestões à regulamentação em uma direção que garanta a racionalidade tributária, proteja a competitividade do setor, minimize os custos à sociedade brasileira e garanta a segurança energética nacional.


Assim, foram ouvidos representantes da indústria de petróleo, gás natural e biocombustíveis, além de estruturar o posicionamento setorial sobre o tema e apresentá-los institucionalmente, por meio de uma visão sistematizada dos pontos considerados prioritários pelo MME, no âmbito de suas competências.


Como fruto da reunião de trabalho entre a SNPGB/MME e os agentes econômicos, foi produzido extenso conjunto documental, amplamente embasado em argumentos técnicos, cuja síntese foi consolidada em Nota Técnica contendo a posição institucional sobre o assunto.

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