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Golpe fracassado: Presidente do Peru é destituído e preso após tentar dissolver o Congresso

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 7 de dez. de 2022
  • 1 min de leitura

Com a decisão, vice-presidente, Dina Boluarte, deve assumir o cargo; líder peruano tinha anunciado a formação de um ‘governo de emergência excepcional’

Os congressistas peruanos agiram rápido diante do anúncio de Pedro Castillo no Peru, que dissolveu o Congresso nesta quarta-feira, 7, e destituíram por 101 votos a favor, seis contra e 11 abstenções, o líder do poder por ‘incapacidade moral’ após uma tentativa de golpe de Estado ao anunciar a dispensa do Legislativo e a formação de um “governo de emergência excepcional” no país.


Com a decisão do Congresso, a vice-presidente Dina Boluarte foi convocada para assumir o cargo. Ela será a primeira mulher a assumir o cargo. “Esta decisão configura um golpe de Estado e se afasta de todos os marcos constitucionais”, declarou a legisladora esquerdista Ruth Luque, cujo grupo vinha apoiando a permanência de Castillo no poder, sobre a decisão do ex-presidente.


Um parlamentar acrescentou que a decisão “é claramente um golpe ao estilo de 1992”, referindo-se ao “autogolpe” perpetrado pelo então presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que também dissolveu o Congresso.


“Claro que é um golpe de Estado, Castillo sabia que ia ser destituído e estava na frente. Espero que as Forças Armadas se manifestem contra o golpe de Estado, ele não pode fechar o Congresso”, enfatizou o deputado de direita José Cueto, do ultraconservador Partido da Renovação Popular e ex-comandante das Forças Armadas.


Ele afirmou que as Forças Armadas “apoiam o Congresso”. Os legisladores enfatizaram ainda que o clima segue tranquilo no país e que não há qualquer movimentação das Forças Armadas, razão pela qual consideraram que o governante em breve “”será mandado para a prisão”.

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