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Embates entre oposição e base movimentam a semana na Câmara de Juazeiro

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 12 de abr. de 2024
  • 3 min de leitura

As discussões tiveram embates na área política, insultos pessoais e até processos judiciais.

As promessas de campanha do prefeito Glêdson Bezerra (Podemos) quando ainda era um candidato postulante a cadeira do poder executivo de Juazeiro do Norte, em 2020, pautou os debates na Câmara Municipal durante esta semana. O plano de governo do então candidato, foi discutido com muito ânimo entre vereadores da base governistas e opositores nas sessões de terça-feira (9) e quinta-feira (12).


Nas duas sessões, o vereador Márcio Joias (PRD), apresentou uma série de vídeos com as promessas de campanha de Glêdson que, de acordo com ele, não foram cumpridas. Ele falou de propostas que não saíram do papel como a construção de um centro esportivo, reformas nos mercados públicos, instalação de semáforos inteligentes e outros.


"Mostrei o verdadeiro fazedor de promessas de Juazeiro, o verdadeiro estelionatário eleitoral, aquele político que promete e não cumpre. Nenhuma dessas promessas foram cumpridas. É importante a gente mostrar para a população as falsas propostas para que as pessoas não sejam mais enganadas.", pontuou Márcio.


Por outro lado, Rafael Cearense (Podemos), apresentou uma série de projetos concluídos pela atual gestão como reformas de escolas e Unidades Básicas de Saúde (UBS), contestando o colega. O líder do governo Glêdson na Câmara chegou a dizer que as críticas de Márcio Joias, é motivada por uma desavença com o prefeito.


"Nós tínhamos PSF´s com décadas que não eram reformados, que eram pontos de drogas e hoje conseguimos devolver esses serviços para a população", afirmou Rafael. "É uma cobrança exagerada, que a gente percebe que é uma briga pessoal com o prefeito", reforçou.


O prefeito Glêdson disse que entrou com uma ação judicial nas esferas civil e criminal contra Márcio Joias, após o parlamentar apresentar fotos de um imóvel nas margens do açude Umari, no Crato, que supostamente pertencia a família do prefeito. "Ou ele prova tudo isso, ou não prova e precisa ser responsabilizado na forma da lei", reforçou o gestor.


Por sua vez, Márcio afirmou que as críticas a Glêdson não é causada por motivações pessoais, mas sim pela forma de administrar que o prefeito adotou. Ele ainda prometeu que irá manter seu posicionamento de oposicionista contundente durante o seu mandato. "Se fosse uma briga pessoal, nós estávamos falando de nossas coisas pessoais", disse.


Márcio também divulgou vídeos rebatendo as falas de Rafael Cearense na sessão de terça (9), afirmando que o vereador muitas vezes recebe informações que não condizem com a realidade e defende a gestão sem saber o que está fazendo. Rafael respondeu afirmando que Joias faz críticas fora do contexto.


O ponto mais baixo das discussões foi quando Márcio Joias se refere à família do Prefeito Glêdson Bezerra de "Família Maldita". O vereador se retratou posteriormente afirmando que não era sua intenção ofender a família de Gledson. Por outro lado, Rafael Cearense rebateu chamando Márcio de "Bajulador do Governador".


Ivanildo Rosendo (MDB), também entrou em rota de colisão com Rafael. Desta vez, a causa foi a falta de água em uma comunidade da Zona Rural de Juazeiro. O parlamentar fez críticas na sessão da terça-feira, afirmando que a localidade estava sem água e que haviam duas bombas que são utilizadas para levar água a população estavam sumidas.


Rafael usou seu tempo de requerimento verbal nesta quinta (11), para mostrar que as bombas estavam queimadas devido a várias quedas e oscilações de energia, responsabilizando a Enel. O líder do governo também mostrou um áudio na qual o líder da comunidade afirma que a bomba está na casa dele. "A bomba tá novinha, tá aqui em casa, pode vir aqui olhar", afirmou o cidadão.


Ivanildo rebateu dizendo que Rafael usa meios baixos para responder ás questões ali impostas pela oposição. Ele disse também que a sua denúncia, não foi por ter bomba desaparecida, mas sim a falta de água. "Usar foto de cidadão para tentar macular a imagem da casa é feio", afirmou.

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