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Dia mundial de prevenção ao suicídio e o descaso da prefeitura de Juazeiro

  • Foto do escritor: Maria Nayara Bezerra Lima
    Maria Nayara Bezerra Lima
  • 10 de set. de 2021
  • 3 min de leitura

O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

O suicídio atualmente é considerado um problema de saúde pública, sendo assim se faz necessário que hajam espaços para debater a temática de maneira consciente e acolhedora.

Essa temática precisa ser debatida não só no mês de setembro mas sim durante todo o ano.


Infelizmente a prefeitura de Juazeiro do Norte este ano aparentemente não se pronunciou de nenhuma forma referente a esta campanha tão importante. Apenas vimos uma publicação em rede social sobre terapia para o público LGBTQ+, ação esta que é louvável por conta da quantidade de suicido que atinge o grupo. Porém vimos na mesma publicação a precariedade dos atendimentos para o restante da população. Pessoas de baixa renda reclamando que não conseguem atendimentos para os filhos autistas, por exemplo.

No dia mundial de prevenção ao suicídio não vimos uma publicação sequer, para orientar e esclarecer quais os serviços ofertados e as unidades de saúde preparadas para acolher este público que se encontra em grande sofrimento psicológico.


Dados sobre o suicídio no Brasil e no Mundo

São registrados 12 mil suicídios por ano no Brasil, sendo o oitavo país do mundo em números absolutos.

Segundo a OMS, ocorrem cerca de 800 mil suicídios por ano no mundo.

Sabe-se que o suicídio é a segunda maior causa de morte para jovens de 15-29 anos.


Estima-se que 96% das pessoas que cometem o ato contra sua própria vida sofriam com algum transtorno.

Os suicídios estão fortemente ligados com a presença de transtornos mentais, e esse é um número que nos mostra a importância do tratamento psicológico para a população. Visto que muitas dessas doenças podem ser tratadas com um acompanhamento médico, o número de suicídios que poderiam ser prevenidos é incontável. Os transtornos mais comuns são depressão, bipolaridade e o abuso de substâncias.

Precisamos levar está pauta em consideração, a valorização da vida precisa é algo que precisa ser discutido no ambiente escolar, empresas e em instituições de saúde.

As pessoas que sofrem com algum transtorno mental precisam necessitam que não precisam passar por momentos tão difíceis sozinhas.


“Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (...)


Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.


Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.


Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: (...)


II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;"

A constituição brasileira garante a prevenção e o tratamento de saúde a toda a população, isto inclui a saúde mental, sendo assim precisamos olhar com mais zelo para o sistema de saúde pública e em especial a saúde mental.


Caso você esteja lendo essa matéria e identifica que precisa de ajuda você pode conversar com um voluntário do CVV (Centro de Valorização da Vida) ligando para 188 de todo o território nacional, 24 horas todos os dias de forma gratuita.

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