Carro utilizado na execução do vereador Erasmo Morais é encontrado em Juazeiro
- Romas Sousa

- 15 de mai. de 2024
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De acordo com informações levantadas pelo repórter Leonardo Henrique, do portal News Cariri, o local foi utilizado para guardar o carro utilizado no crime.

Um carro que, supostamente, teria sido usado no dia do assassinato do vereador do Crato, Erasmo Morais (PL), está estacionado em um galpão, na rua Maria Diva de Carvalho, entre os bairros Triângulo e Jardim Gonzaga, em Juazeiro do Norte.
Na manhã desta quarta-feira (15), a Polícia Civil foi ao local e aguardava a expedição do mandado para checar se o veículo está, de fato, estacionado no galpão. Os agentes estão a postos esperando a expedição de um mandado judicial, para que possam adentrar ao local e fazer as devidas buscas.
De acordo com informações levantadas pelo repórter Leonardo Henrique, do portal News Cariri, o local foi utilizado para guardar o carro utilizado no crime. Ele ainda informou que em conversas com os policiais do local, encontrar o veículo é um grande passo para descobrir os responsáveis pelo assassinato do vereador.
Relembre o caso
O vereador José Erasmo Gomes de Morais (PL), de 53 anos foi assassinado a tiros de fuzil na calçada de casa, por volta do meio dia da última terça-feira 7 de maio. Ele chegava em sua residência, na companhia do filho, quando foi surpreendido por dois indivíduos encapuzados, que, de dentro de um carro branco, efetuaram os disparos.
Além dos autores no veículo, testemunhas apontam que houve um apoio de mais dois homens em uma moto. Erasmo foi alvejado com 15 tiros de fuzil 556 e morreu na hora. A Polícia Militar e a Polícia Civil estão no local do crime para apurar o caso. Câmeras de segurança das residências vizinhas estão sendo monitoradas para mostrar a ação dos criminosos.
Morais era pré-candidato a vereador mais uma vez e disputaria uma vaga para o poder legislativo no município nas eleições municipais que irão ocorrer no próximo mês de outubro deste ano.
Mais cedo, ele se encontrou com amigos na praça Siqueira Campos, no centro cratense. Depois, foi buscar o filho na escola e levá-lo de volta para casa, quando foi morto.
O vereador é um ex-PM expulso da corporação e respondia a alguns processos. Os motivos do crime não foram esclarecidos. Os suspeitos fugiram. Imagens de câmeras de segurança da localidade foram solicitadas para auxiliar na investigação.
Repercussão do homicídio
Na Assembleia Legislativa, na sessão plenária desta terça-feira, 7, o deputado Sargento Reginauro (União Brasil) relatou o ocorrido e cobrou segurança.
“Tão esperando o quê governador? É normal? O cidadão está sendo assassinado, foi banalizado. Agora a classe política está sendo ameaçada, especialmente no interior do estado. Quer dizer que não se pode fazer oposição”, afirmou.
O vereador era aliado do deputado estadual Dr. Aloisio (União Brasil), suplente em exercício, e que recebeu as informações em tempo real, na Assembleia Legislativa.
Aloisio também subiu à tribuna e disse que o suplente tinha grandes chances de ser o mais votado da cidade do Crato, nas eleições deste ano, insinuando motivações políticas no crime. Os deputados fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao vereador.
Polêmicas envolvendo Erasmo Morais
Erasmo Morais, se envolveu no último mês de novembro, em uma polêmica na Câmara Municipal do Crato, envolvendo a vereadora Mariângela Bandeira (PMN) e uma ativista da causa animal.
Ainda quando servia como Policial Militar (PM), ele foi expulso da corporação. Em 2002, chegou a ser preso com a acusação de formação de quadrilha e os crimes de extorsão a proprietários de veículos irregulares. Já em dezembro de 2010, foi acusado dos crimes de tortura, sequestro e peculato.
A Polícia Federal (PF), foi responsável pelas buscas, apreensões e investigações. Os processos contra Erasmo foram retirados em 2011, após o mesmo comprovar sua inocência.
Arma do crime
Foi utilizado um fuzil calibre 556. O fuzil T4, por sua vez, é a arma mais arrojada e que possui maior poder de fogo dentre as demais.
Fabricado pela brasileira Taurus, uma das principais fornecedoras de armamentos para instituições policiais do país, o fuzil T4 é uma arma longa, de alta performance, que opera com munição no calibre 5,56 x 45mm (o mesmo de um fuzil AR-15). É possível atingir um alvo a até 300 metros de distância.
No Brasil, a Polícia Civil do Estado de São Paulo é uma das instituições que fazem uso do fuzil T4. Trata-se de uma versão bastante moderna, baseada no sistema de armas M4/M16, amplamente empregado principalmente pelos países membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), por ser considerada extremamente confiável, leve, de fácil emprego e manutenção.
Versátil e preciso, o fuzil T4 foi projetado para o uso em missões que exijam poder de fogo, uma vez que sua capacidade de disparos permite uma melhor resposta a uma agressão letal contra policiais e civis.
Arma padrão no exército de outros países Diante de suas características modernas, o fuzil T4 é o preferido das forças de segurança de outros países, como a Polícia Real de Omã e a Gendarmeria Nacional do Senegal, que já o adotaram como arma padrão.
O modelo também já foi o escolhido para armar o Exército das Filipinas. Segundo a Taurus, recentemente, o fuzil T4 foi adquirido por um "estratégico" país da África Subsaariana, onde reforçará o arsenal do Exército.





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