top of page

Autoestima: dicas, benefícios e alertas

  • Foto do escritor: Maria Nayara Bezerra Lima
    Maria Nayara Bezerra Lima
  • 26 de ago. de 2021
  • 7 min de leitura


Já nascemos com autoestima?

A autoestima não é uma característica inerente ao ser humano, sendo assim este sentimento é construído dentro de nós com o passar dos anos por meio de nossas vivências. As pessoas que convivemos, admiramos e em que nos inspiramos contribuem para a formação de nossa autoestima, pois 'copiamos' ideias e padrões de comportamento de quem está próximo de nossa realidade.



O que é autoestima?


A autoestima significa o valor que atribuímos a nós mesmos e nossa capacidade de nos amar, que requer atitudes como o autorrespeito, a auto aceitação e o autoconhecimento.

O autoconhecimento é ter consciência de nossa história e de todos aspectos de nossa personalidade. A autoconfiança é acreditar em nossos pensamentos e decisões, tendo em vista que temos coerência em nossas ideias. Já a auto aceitação é acolher nossos erros e acertos. Isso não significa se acomodar ou aceitar as coisas como simplesmente são, mas ser capaz de reconhecer e celebrar quem somos, mudando alguns comportamentos caso necessário.

Todos esses sentimentos agem em harmonia na construção de nossa autoimagem e fazem parte do conceito de autoestima.


Já nascemos com autoestima?

A autoestima não é uma característica inerente ao ser humano, sendo assim este sentimento é construído dentro de nós com o passar dos anos por meio de nossas vivências.

A fase ideal para dar início a construção da autoestima é na infância, pois crianças que se sentem inseguras e são incentivadas a encontrarem soluções para seus problemas já começam a desenvolver uma boa autoimagem logo cedo.

As pessoas que convivemos, admiramos e em que nos inspiramos contribuem para a formação de nossa autoestima, pois reproduzimos ideias e padrões de comportamento de quem está ao nosso redor ou inserido em nossa realidade de alguma forma.


“Quando foi a última vez
que você fez algo para você?”


Por que é importante ter autoestima?

Ao acordarmos, vestimos nossas roupas e partimos para mais um dia na rotina, em que precisamos conciliar as obrigações da vida profissional e nossas necessidades internas. E é neste momento que a autoestima pode tornar-se uma grande aliada. Muito mais do que olhar no espelho e gostar do que se vê, este sentimento nos faz acolher quem somos.

Nós não precisamos dar conta de tudo, ter o corpo perfeito ou ser emocionalmente exemplares. Existe espaço dentro de nós para as decepções e as dúvidas e está tudo bem esse espaço existir.


O que precisamos é aceitar nossa humanidade, que engloba falhas e forças. Quando aprendemos a fazer isso, podemos nos sentir confortáveis em nossa própria pele, o que nos fornece segurança para apenas ser quem somos.

Uma autoestima estável está relacionada ao nosso senso de autopreservação. Isso implica na tomada de decisões que visem nosso bem-estar.


Sendo assim, condições como a ansiedade e estresse são reduzidas, já que tendemos a olhar com mais atenção para nossas necessidades, equilibrando o que é importante para nós e para os outros.

A forma como enxergamos o mundo também depende do valor que atribuímos a nós mesmos. A autoestima funciona como um óculos, onde uma boa autoimagem torna as lentes cor-de-rosa, deixando o mundo colorido e positivo.

Já a autoimagem negativa deixa a lente cinza, fazendo a realidade perder a cor, o brilho e a diversão.

"Vemos o que está ao nosso redor
de acordo com o padrão que usamos
para ver a nós mesmos".

Autoestima x beleza

Quando não temos um grande autoconhecimento é normal sentir que não seremos valorizados e amados pelo corpo e aparência que temos.

Entretanto, ao fazer isso, estamos apenas cedendo aos padrões estabelecidos pela sociedade, o que não significa que estamos de fato nos aceitando.

Devemos primeiro agradar a nós mesmos, pensando que as nossas qualidades e limitações andam juntas e são importantes para a formação de nossa singularidade.


Causas da baixa autoestima


Uma das principais causas da baixa autoestima pode ser a estagnação de problemas em nossas vidas.Quando não conseguimos encontrar uma solução para as adversidades, passamos a acreditar que não somos capazes de ter boas escolhas.

As relações sociais também exercem uma grande influência sobre a autoestima. Ao entrarmos em contato com pessoas que constantemente nos colocam para baixo, desmerecendo quem somos, podemos adquirir uma autoimagem pessimista, concluindo que somos feitos apenas de limitações. Comparar-se com os outros também é prejudicial.

Precisamos exercitar o cuidado com nós mesmos, pois isso potencializa a nossa autoconfiança, o que consequentemente nos faz enxergar quem somos de forma otimista.

Sintomas da baixa autoestima

  • Não confiar em si.

  • Não acreditar que sabe realizar as melhores escolhas.

  • Não saber lidar com as consequências das próprias decisões.

  • Medo do arrependimento.

  • Insegurança em interagir com outras pessoas.

  • Dúvidas constantes e paralisantes sobre diversos aspectos da vida.

  • Incerteza em relação aos valores e ideais.

  • Falta de objetivos.

  • Falta de motivação.

  • A opinião do próximo possui um impacto desproporcional.

Consequências da baixa autoestima

Depressão: A falta de autoestima nos deixa em um estado de tristeza e desanimo semelhante ao que acontece na depressão. Quando não acreditamos em nosso potencial para tomar as rédeas de nossas vidas, perdemos a esperança de que somos ou seremos felizes.


Ansiedade: O fato de não conseguirmos tomar decisões causa ansiedade, pois nos perdemos no agora e no que está por vir. Essa insegurança nos faz ver um futuro negativo, onde não existem possibilidades de boas escolhas. Acabamos desenvolvendo um grande medo decorrente da antecipação.


Falta de amor-próprio: É importante ressaltar que a falta de amor-próprio nos faz colocar o outro em primeiro lugar. Como consequência, podemos nos encontrar em situações que trazem grande sofrimento. A qualidade de nossa vida pessoal e profissional decai, e nossos relacionamentos tendem a seguir um caminho semelhante.

Uma visão negativa de nós mesmos pode nos tornar indivíduos submissos e pouco questionadores, que apenas aceitam e concordam com as críticas que recebem. O risco de entrarmos em relacionamentos abusivos e sermos manipulados torna-se muito maior.


"Quando você não tem consciência
do seu valor, fica sujeito aos valores
atribuídos pelos outros"

Baixa autoestima e distúrbios psicológicos

Quem tem depressão costuma ter grandes dificuldades em aliviar o próprio mal-estar. Isso potencializa uma queda nos níveis de autoestima, pois a pessoa se sente incapaz de mudar.

O mesmo acontece com quem tem ansiedade, a sensação de falta de controle nos faz acreditar que não podemos gerenciar a nós mesmos, e isso está intimamente ligado a autoestima.

Como aumentar nossa autoestima:

  • Autoconhecimento: Ter foco nas qualidades e limitações que temos atualmente, acolhendo quem se é para estipular metas e desafios. Cobrar-se excessivamente só causará danos a sua autoestima.

  • Aprender a fazer escolhas: Uma outra recomendação prática é treinar fazer escolhas. Colocar-se em situações em que você precisa agir treina a mente para ficar bem e aceitar quaisquer resultados, mesmo que estes não correspondam às expectativas.

  • Reconhecer conquistas: Pequenos desafios podem ser adotados no dia a dia, a fim de provarmos a nós mesmos que temos a capacidade de trilhar nossos caminhos. E sempre que fizermos isso, é importante reconhecer nossas conquistas.

Dicas de como ter autoestima em situações difíceis


Mesmo com a autoestima estável, existem algumas ocasiões que testam a nossa autoconfiança, podendo nos abalar por um período indeterminado.

Isso é comum e não precisamos nos martirizar por nem sempre conseguirmos manter as nossas estruturas. É necessário permitir-se errar e ter emoções negativas.


Veja a seguir, situações que não estão sob nosso controle e como manter a autoestima nelas:

  • Quando vivemos em um ambiente hostil

Muitas pessoas convivem com famílias que possuem dinâmicas agressivas, regadas a críticas. Torna-se uma tarefa complexa nutrir autoestima quando vivemos em um local que vai de encontro a tudo o que acreditamos.

Esses casos são delicados, uma vez que o núcleo familiar representa nosso primeiro contato social com o mundo.


Tudo o que acontece nesse ambiente acaba tendo um grande peso e o que escutamos acaba se tornando uma verdade absoluta. É difícil acreditar que sou capaz se as pessoas que eu amo me dizem o contrário.


Nessas ocasiões, é preciso reconstruir a autoestima, refletindo e aceitando que algumas famílias podem ser tóxicas e depreciativas, e você não é culpado por isso.

O outro só doa aquilo que tem dentro de si. Quando temos consciência disso, é possível identificar quais são nossas crenças e quais são as do próximo, diferenciando-as.

  • Após o término de um relacionamento

Sentir-se rejeitado após um término nos faz acreditar que temos menos valor. Entretanto, o valor de uma pessoa independe de uma relação.

Todos carregam uma parcela de responsabilidade pelo fim de um vínculo amoroso e o foco deve estar no aprendizado que será obtido com essa situação.

Precisamos primeiro amar a nós mesmos antes de amar o próximo, e isso implica em aceitar que nossa felicidade não deve depender apenas de um relacionamento.

Para potencializar a autoestima, é necessário resinificar o término, encarando-o menos como uma derrota e mais como um fortalecimento.

  • Quando carregamos uma grande culpa pelo passado

O passado não deve nos definir, pois o presente oferece constantemente a oportunidade de realizar mudanças.

Devemos praticar o auto perdão para voltar a ter autoestima, nós mudamos todos os dias, mesmo que não percebamos. A vida é um exercício eterno de erros e acertos. Ame-se e respeite sua jornada. Nós apenas somos quem somos pelo caminho que trilhamos.

  • Quando a sociedade não nos aceita

Quando fazemos parte de grupos minoritários ou desfavorecidos socialmente, podemos sofrer pressões internas e externas que prejudicam nossa autoestima.

Esse pode ser o caso de mulheres, homossexuais, negros, deficientes e outros grupos que sofrem opressões e podem se ver excluídos do padrão.

Para manter a autoconfiança e o amor-próprio nessas condições, compreendamos que tudo que é diferente na sociedade sempre será criticado e julgado.

Quando as pessoas nos depreciam, não estão olhando para nossa essência. Elas estão apenas respondendo ao incômodo emocional que a quebra de padrões proporciona.

  • Ao nos comparar nas redes sociais

As redes sociais incentivam o nosso senso de comparação e isso é prejudicial. A internet nos permite 'maquiar' a realidade, para corresponder ao que comumente é esperado de nós.

Entretanto, para não nos sentirmos inferiores, é importante lembrar que as pessoas só compartilham o lado positivo da vida virtualmente e a realidade está distante disso.

Cada pessoa tem seu tempo, suas metas e sonhos. Não é porque não está realizando neste momento que a vida está estagnada. Às vezes, o momento não é o ideal. Por isso, é tão importante não se comparar, senão a pessoa viverá frustrada e com baixa autoestima.

Devemos abandonar os padrões limitantes que aprendemos ao longo da vida e trilhar uma nova jornada por meio do autoconhecimento, para que aprendamos a ter novos comportamentos que curem as dores emocionais que causam a baixa autoestima. Não precisamos fazer isso sozinhos. A ajuda de um psicólogo é sempre bem-vinda e pode trazer novos ângulos positivos para que enxerguemos a nós mesmos.


Psicóloga CRP: 11/11242


Atendimentos:

CliniVida, Rua José Fiuza Lima, 111, Centro, Várzea Alegre

Clínica FisioPalmeira, Rua Padre Cicero, 1149, Salesianos, Juazeiro do Norte


Comentários


bottom of page