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Após discordância com sindicato, professores cobram negociação salarial em ato independente

  • Foto do escritor: Romas Sousa
    Romas Sousa
  • 8 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura

Categoria pede revisão das propostas aceitas pelo sindicato. Demandas incluem pagamento retroativo de reajuste e equiparação salarial entre efetivos e temporários

Após assembleia geral ocorrida na quinta-feira, 4, que terminou em confusão generalizada, um grupo de professores da rede estadual de educação básica organizou um ato independente, na manhã desta segunda-feira, 8, em frente ao Palácio da Abolição.


A manifestação foi motivada pela discordância da categoria com as propostas salariais do Governo do Estado do Ceará, aprovadas pela direção do Sindicato Apeoc, bem como pela condução da assembleia. Na ocasião, os professores deveriam votar as propostas e o estado de greve.


“Desde o começo da assembleia, os professores queriam votar pela greve. Os professores não concordam com o que foi fechado na mesa de negociação e queriam greve na quinta-feira. O sindicato não deixou votar, não deixou os professores terem o direito de poder deliberar pelos rumos da sua luta”, afirma Rebeca Veloso, professora da rede.


Rebeca chegou a realizar um Boletim de Ocorrência após sofrer uma agressão física por parte de um segurança do sindicato durante a assembleia. Presente no ato, ela explica que as propostas aprovadas em mesa de negociação entre Apeoc e Governo do Ceará não contemplam o que a categoria quer.


As principais reivindicações são o retroativo do reajuste desde janeiro, data-base da campanha de negociação salarial da categoria e a equiparação salarial entre professores efetivos e temporários.


Para Jario Pereira, membro da executiva da Apeoc, a categoria se sente “traída” pelo sindicato. “Quando você vê aquelas imagens [da confusão na assembleia], é o desfecho de uma direção que aceitou o acordo do governo e não colocou para votar, que é o mínimo que deveria fazer. Por que não colocou para votar? Porque sabia que a assembleia não ia aceitar”, afirma.


Jario explica que a categoria espera um recuo da direção majoritária do sindicato. “Que eles possam romper o acordo com o governo e voltar para a categoria através da assembleia geral, que corrijam o erro que eles fizeram”, diz.


O POVO procurou a direção do Sindicato Apeoc e aguarda resposta. A Secretaria da Educação (Seduc) também foi procurada. A matéria será atualizada quando as demandas forem respondidas. 

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